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Primeiro voo comercial da Viasa completa 65 anos

Primeiro voo comercial da Viasa completa 65 anos

A companhia venezuelana Viasa iniciou operações com apoio da KLM e encerrou atividades em 1997 após tentativa de reestruturação

Há exatos 65 anos, em 2 de abril de 1961, a companhia aérea venezuelana Viasa realizou seu primeiro voo comercial internacional, em parceria com a KLM.

A operação inaugural partiu de Caracas com destino a Amsterdã, incluindo escalas em Santa María (Açores), Lisboa, Madrid e Roma, marcando o início da inserção da Venezuela na chamada era de ouro da aviação comercial.

No trajeto de retorno, a Viasa ampliava sua malha ao estender voos além de Caracas, conectando Curaçao, Bogotá e Lima. Essa estratégia operacional posicionou o Aeroporto Internacional Simón Bolívar como principal porta de entrada entre as Américas e a Europa durante as décadas seguintes.

Formação da companhia

A Viasa foi fundada em novembro de 1960 a partir de uma iniciativa conjunta entre a Línea Aeropostal Venezolana e a Avensa. O modelo societário inicial previa capital misto, com 55% de participação da LAV e 45% da Avensa, totalizando investimento de doze milhões de bolívares venezuelanos.

A nova companhia incorporou ativos internacionais da LAV e uma encomenda de aeronaves Convair 880 originalmente destinada à Avensa. Em 1961, também recebeu aeronaves Douglas DC-6 e iniciou operações com jatos Douglas DC-8 por meio de acordo operacional com a KLM.

Inserção internacional

Ainda em 1961, a Viasa tornou-se o 89º membro da Associação Internacional de Transporte Aéreo. Dois anos depois, em 1963, firmou acordos comerciais com a Iberia e a própria KLM para operações no Atlântico médio, reforçando Caracas como hub intercontinental.

Desempenho financeiro

Durante seus primeiros anos, a companhia registrou resultados positivos recorrentes. O primeiro prejuízo ocorreu no exercício fiscal de 1975–1976, em meio à elevação dos custos de combustível e disputas trabalhistas. Em 1975, o governo venezuelano nacionalizou a empresa, iniciando um período de dependência de recursos estatais.

Apesar do suporte financeiro, a deterioração operacional se intensificou ao longo das décadas seguintes. Em 1990, o governo abriu processo de privatização, inicialmente sem interessados devido ao elevado endividamento.

Privatização

Em 1991, a Iberia e a KLM foram aprovadas como concorrentes no processo de privatização. O controle foi adquirido pelo grupo liderado pela Iberia, em associação com o Banco Provincial. A estratégia previa transformar Caracas em hub regional para alimentar voos da companhia espanhola em Madri.

Durante o período de gestão privada, entre 1991 e 1997, a Iberia não conseguiu reverter a situação financeira da Viasa, mantendo dificuldades operacionais e estruturais.

Encerramento das operações

As operações da Viasa foram suspensas em 23 de janeiro de 1997. Em março do mesmo ano, o governo venezuelano e a Iberia decidiram pela liquidação da companhia. O último voo, identificado como VA3735, foi realizado por um McDonnell Douglas DC-10 em operação charter entre Billund e Porlamar.

Legado

Ao longo de seus 37 anos de operação, a Viasa desempenhou papel relevante na integração aérea da América Latina com a Europa. A companhia também é associada à adoção precoce de frotas exclusivamente a jato e à introdução de aeronaves de grande porte na região, consolidando sua presença histórica na aviação comercial latino-americana.





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