O conflito no Oriente Médio chegou ao 34º dia nesta quinta-feira (2). O dia foi marcado pelas repercussões do pronunciamento da noite anterior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por diversas movimentações em torno da reabertura do Estreito de Ormuz.
Em sua fala de quarta-feira (1º), Trump deixou de lado a narrativa de retomar Ormuz à força e afirmou que o estreito será reaberto naturalmente após o fim do conflito, que ele segue dizendo que chegará nas próximas duas semanas. Com isso, analistas avaliam que o americano está disposto a deixar Ormuz de fora da negociação de paz.
Por outro lado, o Reino Unido promoveu um encontro com representantes de mais de 40 países para traçar estratégias para a reabertura da passagem. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que não é realista abrir o Estreito de Ormuz à força.
A Rússia, por sua vez, afirmou que o estreito está aberto para o país, que vem apoiando o Irã desde o início da guerra. Irã e Omã também estão elaborando um protocolo conjunto para monitorar o tráfego de navios em Ormuz.
Ataques
Para seguir pressionando por um acordo, Donald Trump publicou nesta quinta-feira, em sua rede Truth Social, um vídeo com o que ele disse ser a maior ponte do Irã sendo derrubada em um ataque que deixou ao menos oito mortos.
Em resposta, o Irã listou pontes importantes na região do Oriente Médio que podem ser alvo de novos ataques em suas operações de retaliação contra EUA e Israel, segundo a agência de notícias iraniana Fars. As estruturas apontadas ficam em países como Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Israel e Arábia Saudita.
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Nesta quinta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã também afirmou ter realizado ataques com mísseis e drones contra instalações ligadas aos Estados Unidos no Golfo, incluindo setores siderúrgico e de alumínio em países como Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
A Embaixada dos Estados Unidos no Iraque ainda alertou para a possibilidade de ataques de milícias pró-Irã no centro de Bagdá nas próximas 24 a 48 horas.
“Prontos para lutar”
Em meio a conversas sobre negociações e fim do conflito, o Irã segue se posicionando publicamente de forma diversa. O chefe do Exército disse aos comandantes que se preparem para qualquer ataque.
O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, também manteve a postura de enfrentamento, afirmando que 7 milhões de iranianos estão prontos para lutar contra qualquer invasão terrestre dos EUA ao país.
“Não há fim à vista”
O Líbano, que vem sendo atacado recorrentemente por Israel, também não vê um fim próximo para o conflito. O primeiro-ministro do país, Nawaf Salam, afirmou na quinta-feira que não há fim à vista para uma guerra que já deslocou 1 milhão de pessoas no último mês.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, alertou que o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, pagará um “preço extraordinariamente alto” pela escalada dos ataques durante as festividades judaicas. O grupo extremista anti-Israel é originário do Líbano e é a justificativa oficial para os ataques israelenses ao país.
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