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Pouca gente lembra, mas Jodie Foster entregou um de seus papéis mais intensos nesse filme da HBO Max

Pouca gente lembra, mas Jodie Foster entregou um de seus papéis mais intensos nesse filme da HBO Max

Filmes com Jodie Foster são estimulantes, surpreendentes, às vezes sutis, e sempre perturbadores. Faz exatamente meio século que Foster tornou-se uma das queridinhas de Hollywood, amada pelo público e merecedora do reconhecimento da crítica, desde que encarnou Iris Steensma, a prostituta juvenil de “Taxi Driver” (1976), o clássico niilista levado à tela por Martin Scorsese. Os personagens malditos consolidaram-se como uma marca do trabalho da atriz com Clarice Starling, a agente do FBI encarregada de prender um assassino que arranca a pele de suas vítimas, e o cinema viveu uma pequena revolução após “O Silêncio dos Inocentes” (1991), o terror psicológico dirigido por Jonathan Demme (1944-2017). Erica Bain, a protagonista de “Valente”, junta-se a esse rol a fim de deixar claro que Foster só melhorou com o passar do tempo. Num de seus longas menos conhecidos, Neil Jordan provoca ao confrontar o espectador com questionamentos que nunca perdem a relevância, sobre o livre-arbítrio e seus efeitos. E vai bem mais longe.

Terror no Central Park

Erica ouve os gritos de uma nova York sitiada pela paranoia da violência, e dá conselhos sob sussurros em seu programa de rádio. Recebe ofertas de publicidade e palestras motivacionais, mas prefere conservar a mística em torno de sua figura, apenas procurando levar uma vida comum, banal até. Ela dá um passeio pela vizinhança com o noivo, David, e os dois vão parar no Central Park com Monty, o pastor-alemão dos dois. Durante a caminhada, o cachorro se solta e é encontrado por um grupo de arruaceiros, que pede uma recompensa para entregá-lo. Começa uma discussão, e David parte para cima dos malandros, mas leva a pior. Brutalmente espancado, acaba morrendo no hospital.

Adrenalina na veia

Erica também é atacada, mas sobrevive. Essa, aliás, é a palavra ideal para definir como passam a ser seus dias sem o noivo, até descobrir que seu organismo parece não ter processado toda a adrenalina do episódio no Central Park, e ela estar viciada em perigo. Um assalto a uma loja de conveniência atesta a hipótese, e o roteiro de Cynthia Mort, Bruce A. Taylor e Roderick Taylor aprimora a ideia, mostrando Erica cada vez mais beligerante. Em boa parte do segundo ato, Jordan fixa-se nos impulsos quase bestiais da protagonista, cenas que dão no final meio poético onde se sabe que lei e justiça não são a mesma coisa.



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