Os futuros do S&P 500 subiram na manhã desta segunda-feira (30) depois de o índice de referência ter caído para a mínima desde agosto no fim da semana passada. O dólar ficou praticamente estável.
Os Treasuries se firmaram, dando suporte às ações dos EUA, à medida que o temor de que a guerra no Oriente Médio provoque uma forte desaceleração econômica levou os traders a reduzirem as apostas em juros mais altos. O Brent atingiu US$ 116 por barril.
Os yields (rendimentos) dos títulos americanos caíram em toda a curva depois que o mercado de dinheiro reduziu as chances de uma alta de juros pelo Federal Reserve em 2026 para 25%, de cerca de 35% na sexta-feira. A taxa dos Treasuries de dois anos recuou dois pontos-base, para 3,89%.
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Os movimentos vieram mesmo após ataques com mísseis se espalharem pelo Oriente Médio no fim de semana, quando o Irã e seus aliados lançaram ofensivas contra aliados dos EUA. A chegada de um grupo de assalto anfíbio dos EUA e a entrada de forças hutis apoiadas pelo Irã aumentaram os temores de escalada após um mês de combates.
Embora, até agora, os traders tenham se concentrado principalmente no choque inflacionário causado pela alta do preço do petróleo — levando o mercado de Treasuries ao seu pior prejuízo mensal desde outubro de 2024 — alguns dos maiores gestores de fundos de renda fixa de Wall Street disseram que os yields vão cair à medida que o impacto da guerra sobre o crescimento ficar mais evidente.
“Está ficando claro que os mercados estão esperando um período prolongado de preços elevados do petróleo, com implicações estagflacionárias para a economia global”, escreveu Jim Reid, chefe de pesquisa macro e estratégia temática do Deutsche Bank AG. “A principal preocupação nesta manhã voltou a ser o lado do crescimento, e não mais a inflação.”
Estados Unidos
Os três principais índices caíram na sexta-feira. O Dow Jones Industrial Average despencou 793,47 pontos, para 45.166,64. O S&P 500 recuou 1,67%, para uma mínima de sete meses, em 6.368,85 pontos, emendando sua quinta semana consecutiva de queda. O Nasdaq Composite caiu 2,15%, para 20.948,36 pontos.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro: +0,40%
- S&P 500 Futuro: +0,47%
- Nasdaq Futuro: +0,46%
Ásia-Pacífico
Os mercados da Ásia-Pacífico caíram fortemente nesta segunda-feira, à medida que a guerra no Oriente Médio entrou em sua quinta semana, com o conflito se intensificando apesar dos esforços para se encontrar uma solução diplomática.
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O índice de referência Kospi despencou mais de 5%, antes de reduzir as perdas e fechar em queda de 2,97%, a 5.277,3 pontos, enquanto o índice de small caps Kosdaq recuou cerca de 3%, para 1.107,05 pontos.
No Japão, o Nikkei 225 caiu 2,79%, para 51.885,85 pontos, enquanto o Topix recuou 2,94%, para 3.542,34 pontos
- Shanghai SE (China), +0,24%
- Nikkei (Japão): -2,79%
- Hang Seng Index (Hong Kong): -0,81%
- Nifty 50 (Índia): -1,58%
- ASX 200 (Austrália): -0,65%
Europa
As ações europeias abriram em território negativo nesta segunda-feira, enquanto os investidores lidam com uma nova escalada na guerra com o Irã, que entra em sua quinta semana.
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O índice pan-europeu Stoxx 600 abriu em queda de 0,3%, com os setores de automóveis, bancos, indústria e serviços financeiros todos operando no vermelho.
- STOXX 600: +0,38%
- DAX (Alemanha): +0,09%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,70%
- CAC 40 (França): +0,31%
- FTSE MIB (Itália): +0,41%
Commodities
Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira depois que os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, dispararam mísseis contra Israel e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria dito que quer se apropriar do petróleo bruto do Irã, aprofundando as preocupações com a crescente escalada de riscos para os fluxos de energia vindos do Oriente Médio.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em leve alta.
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- Petróleo WTI, +1,60%, a US$ 101,18 o barril
- Petróleo Brent, +2,53%, a US$ 115,42 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,06%, a 813 iuanes (US$ 117,62)
Bitcoin
- Bitcoin (BTC), +0,22%, a US$ 71.006,34 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
(Com Reuters, CNBC e Bloomberg)

