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Estreito, vidro, a tropa e a troça

Estreito, vidro, a tropa e a troça

No sonho em frangalhos do poeta ensimesmado tem uma tropa murcha marchando em direção. A tropa assopra troços, são destroços frouxos, precisam atravessar o estreito, fingir trapaça. Distraem-se os tropeiros porque há dobras, pálpebras que sobram do olhar da mulher. Cada batalha, uma nova fagulha atrapalha. Cobra. Alvitra. E mostra o pau.

É tropa, faz troça, atropela trôpega. O mundo está cansado.

Guerras por todo lado, elipse visível do rei que está nu. Ignorantes digladiam-se todos por nada, mesmo que dentro de cada naco de nada existam partículas de tudo. O núcleo e o óleo. A terra, a água. O ar em colapso, aeroportos, bombardeios, drones cheios de inteligência artificial — as pessoas, galhofando suas burrices naturais.

Transita, a tropa portando bombas, granadas, lençóis sujos e bandeiras brancas nunca utilizadas. Andrômeda o que era medo. Pega. Pela. Peleja em segredo, se outra galáxia antítese vier a se transitar.

O poema virou prosa, a tropa metralhou os versos, botou letras nas linhas, ajeitou os lugares para que escrita virasse outra coisa, colisão de ideias em retas, pontuações, gramática, regras e tolices.

A tropa agora é solitária. Coletivo transformado em indivíduo. Filosofia da composição. Decomposição. A tropa dobra a sobra do sonho dela, a mulher que sobra: rastelo a areinha do tempo, refestela-se nos braços, a festa.
Transístor.

Dobras, frestas, abre. A tropa descobre o que era vidro. Quebrou.



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