A Orinter Tour & Travel e a Mapaplus colocaram o pé na estrada na última semana de março com uma estratégia que vai além do básico. A dupla realizou uma blitz comercial por cidades-chave do Sul e Sudeste com um objetivo direto: treinar agentes, estreitar relação com o trade e reposicionar a venda de Europa com mais argumento e menos catálogo.
A ação passou por Curitiba, Porto Alegre e cidades do Vale do Paraíba, com encontros presenciais em Curitiba, Novo Hamburgo e São José dos Campos. No total, cerca de 150 agências foram impactadas. Não é só número. É presença física, olho no olho e conversa prática, algo que o mercado vinha pedindo depois de um período mais digital.
Europa no centro da estratégia
A Europa continua sendo um dos produtos mais importantes dentro do portfólio da Orinter. E o recado da blitz foi claro: dá para vender mais, mas com uma narrativa diferente. Durante os encontros, a Mapaplus apresentou atualizações dos seus circuitos, com foco em um perfil de viajante que busca conforto, menos correria e mais exclusividade.
O destaque ficou para a nova fase do produto Elite, já conhecido no mercado, mas agora com ajustes que acompanham o comportamento do viajante atual. Grupos menores, com no máximo 20 pessoas, entram como peça central dessa mudança.
Na prática, isso significa roteiros mais leves, menos filas, experiências mais personalizadas e uma sensação de viagem menos engessada. Um movimento que conversa diretamente com o pós-pandemia, onde o viajante passou a valorizar mais qualidade do que quantidade.
Menos gente, mais valor
A proposta dos grupos reduzidos não é só estética. Ela impacta diretamente na operação e, principalmente, na venda. Hotéis 4 e 5 estrelas, localizações centrais e logística mais eficiente ajudam o agente a justificar preço e a sair da disputa puramente por tarifa.
Ao invés de vender Europa como um pacote padrão, a ideia é entregar argumento. Por que esse roteiro? Por que esse formato? Por que esse preço? A blitz foi construída justamente para dar essas respostas na ponta, onde a venda acontece de verdade.
Outro ponto que chamou atenção foi a tentativa de simplificar o discurso. Menos termos técnicos, mais conversa direta. Um movimento que aproxima e tira o peso de uma venda que, muitas vezes, parece mais complexa do que realmente é.
Treinamento como ferramenta de venda
A iniciativa também reforça um ponto que vem ganhando força no turismo: capacitação deixou de ser opcional. Em um mercado cada vez mais competitivo, quem domina o produto sai na frente.
Ao levar conteúdo atualizado para diferentes regiões, a Orinter e a Mapaplus ampliam não só o alcance da marca, mas também a confiança do agente na hora de oferecer o destino. E isso, no fim do dia, vira conversão.
A escolha das cidades não foi aleatória. Curitiba e Porto Alegre são mercados consolidados, com grande volume de vendas internacionais. Já o Vale do Paraíba representa um polo em crescimento, com agentes cada vez mais ativos e conectados.
Relacionamento ainda faz diferença
Mesmo com toda a tecnologia disponível, a blitz deixa uma mensagem simples: relacionamento continua sendo um dos principais ativos do turismo. Estar presente, ouvir dúvidas, ajustar discurso e entender o dia a dia do agente ainda faz diferença.
Não se trata apenas de apresentar produto. É sobre construir confiança. E confiança, nesse mercado, vende.
Ao final da ação, o saldo vai além dos 150 contatos realizados. Fica a sensação de um movimento mais próximo, mais humano e mais alinhado com o que o agente realmente precisa para vender melhor.


