O presidente do partido Missão e pré-candidato à Presidência, Renan Santos, criticou o também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-SP) pela sua atuação durante evento de pré-campanha, realizado em João Pessoa (PB).
Na rede X, Santos republicou um vídeo em que Flávio aparece pulando e dançando em um palanque na cidade paraibana com a legenda “isso é um completo retardado mental”.
Na sequência, o presidente do Missão publicou outra mensagem, em que se refere a Flávio como “Rachada” e critica a postura do político diante o momento em que o Brasil vive.
“O país em crise, facções tomando cidades, maior escândalo de corrupção da história, o próprio pai preso e morrendo e o retardado do Flávio Rachada dançando igual um imbecil por aí. Tem que ser completamente alienado para comprar essa candidatura. Nem a própria base da conseguindo”, disse.
Na semana passada, Renan já havia atacado a candidatura de Flávio, a quem chamou de ladrão e afirmou que representa a “direita corrupta”. Em entrevista a jornalistas após a filiação de Kim Kataguiri ao partido, Renan afirmou que há uma divisão na direita brasileira entre os apoiadores de Flávio e do Missão.
“Existe a direita pró-corrupção, que é a do Flávio Bolsonaro, e existe uma direita que tem vergonha na cara, que é a nossa. O Flávio é um ladrão, e eu vou mostrar para todos que ele é um ladrão”, disse durante o evento.
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Giro no Nordeste
Flávio iniciou, no sábado (21), uma sequência de agendas no Nordeste para estruturar palanques estaduais, consolidar alianças e ampliar a presença política da direita em um território historicamente considerado lulista.
A primeira agenda ocorreu em Natal, onde o Partido Liberal oficializou a chapa majoritária da direita para as eleições no Rio Grande do Norte e confirmou o ex-prefeito Álvaro Dias como candidato ao governo estadual, tendo Babá Pereira como vice.
Em João Pessoa, o senador chegou a comentar sobre o crime organizado no Brasil. Durante evento, Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar as facções criminosas em atuação no Brasil como organizações terroristas.
“Se eu fosse o presidente da República, facções já teriam sido declaradas terroristas e o Brasil estaria assinando o acordo de cooperação para prender esses marginais e libertar o povo”, disse.

