O recente lançamento de dois mísseis balísticos iranianos contra a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, está preocupando autoridades europeias. A instalação conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido fica a cerca de 4 mil quilômetros do território iraniano, um alcance que prova que o arsenal de Teerã tem agora a capacidade para atingir as principais capitais europeias.
Até recentemente, sob a liderança do líder supremo aiatolá Ali Khamenei – morto num ataque em 28 de fevereiro –, acreditava-se que o Irã tinha um limite 2 mil quilômetros para o alcance dos seus mísseis balísticos. No entanto, o ataque efetuado no último sábado contra Diego Garcia mostrou que esse limite deixou de existir.
Capitais europeias na linha de fogo
A descoberta do novo alcance balístico iraniano surge enquanto as nações europeias procuravam a todo o custo evitar o envolvimento direto na guerra que já dura quatro semanas. A União Europeia ponderava intervir apenas para ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz, mas sempre sob a premissa de um cessar-fogo.
O chefe das forças militares israelenses, Eyal Zamir, destacou a gravidade da situação, alertando que o raio de ação destes novos mísseis coloca cidades como Berlim, Paris e Roma sob ameaça direta. Analistas internacionais de defesa avisam que o Irã deixou de ser um risco limitado ao Médio Oriente.
Mas há quem procure acalmar os ânimos. O ministro britânico Steve confirmou que um dos mísseis lançados contra Diego Garcia falhou o alvo e o outro foi intercetado.
No início deste mês, o Irã ameaçou atacar países europeus que apoiassem Estados Unidos e Israel na guerra. O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, disse que “se (algum país) se juntar aos Estados Unidos e Israel na agressão contra o Irã, também se tornará alvo legítimo de retaliação iraniana”. A declaração foi dada durante entrevista ao canal France 24.
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