A aviação brasileira iniciou 2026 com o melhor desempenho da história para o primeiro bimestre. Entre janeiro e fevereiro, foram registrados 22,9 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado representa o maior volume já registrado para os dois primeiros meses do ano nos últimos 25 anos, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
O desempenho reforça o papel da aviação como um importante indicador da atividade econômica no país. O aumento na movimentação de passageiros reflete a maior circulação de pessoas para turismo, negócios e serviços, acompanhando o aquecimento de diferentes setores.
“Esse desempenho mostra que o Brasil está voltando a crescer, com mais pessoas viajando a trabalho, a turismo e para acessar serviços. A aviação é um termômetro da atividade econômica e esse recorde no início do ano indica um cenário de maior dinamismo, geração de oportunidades e ampliação da conectividade no país”, afirmou Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos.
Setor da aviação mantém crescimento consistente após a pandemia

O avanço registrado em 2026 consolida a trajetória de recuperação do setor aéreo após os impactos da pandemia. Em 2021, o volume de passageiros no mesmo período foi de pouco mais de 11 milhões, número que vem crescendo de forma contínua nos últimos anos.
Somente em janeiro de 2026, foram transportados 12,4 milhões de passageiros. Em fevereiro, o total chegou a 10,5 milhões, com alta de 9,9% em comparação ao mesmo mês de 2025.
O crescimento foi impulsionado também pelo aumento dos voos internacionais. No primeiro bimestre, mais de 5,7 milhões de passageiros viajaram entre o Brasil e o exterior, avanço de 14,9% em relação ao ano anterior. A alta acompanha a maior demanda durante o período de férias e o fortalecimento das conexões internacionais.
A região Sudeste liderou a movimentação, com 10,6 milhões de passageiros. Na sequência aparecem o Nordeste, com 4 milhões, o Sul com 2,4 milhões, o Centro-Oeste com 1,9 milhão e o Norte com 928 mil.
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