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Alcolumbre nega acordo que ligaria CPI do Master ao PL da dosimetria

Alcolumbre nega acordo que ligaria CPI do Master ao PL da dosimetria

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou a existência de qualquer acordo que condicionasse a análise do veto ao PL da dosimetria à desistência da CPMI do Banco Master.

A declaração foi feita após a repercussão de uma fala do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que mencionou uma possível negociação envolvendo os dois temas.

Durante sessão nesta quarta-feira (18), Alcolumbre afirmou que não participou de tratativas nesse sentido e rejeitou a versão que circula nos bastidores políticos. “Eu nunca, absolutamente nunca, tratei com Valdemar Costa Neto em relação a este assunto”, disse.

A controvérsia teve origem em entrevista de Valdemar, na qual ele relatou que teria recebido uma proposta que vinculava a votação do PL da dosimetria à não instalação da CPI do Banco Master no Senado.

“Eles querem votar a dosimetria desde que não façam a CPI do Banco Master no Senado”, afirmou o dirigente partidário, ao comentar conversas recentes com aliados.

A possibilidade de atrelar as duas pautas — uma de natureza legislativa e outra investigativa — evidenciou o nível de negociação em torno de temas sensíveis no Congresso.

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Veto e CPI seguem no centro da disputa

O PL da dosimetria foi aprovado pelo Congresso no fim de 2025, mas teve sua aplicação barrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governo argumenta que a proposta pode flexibilizar punições relacionadas a crimes contra a democracia.

Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro pressionam pela derrubada do veto, mas ainda não há data para a votação.

Ao mesmo tempo, a CPMI do Banco Master segue sem definição. A comissão é defendida por parte da oposição, mas enfrenta resistência dentro do próprio Congresso.

Embora Alcolumbre tenha negado qualquer acordo, a circulação da proposta nos bastidores ampliou o desgaste entre lideranças e reforçou a percepção de que pautas relevantes podem ser utilizadas como instrumento de negociação política.

Sem consenso sobre nenhum dos dois temas, o Congresso segue dividido, com decisões pendentes que dependem de articulação entre governo, oposição e cúpula do Legislativo.



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