Edmar Bull, CEO da Copastur (Eric Ribeiro/M&E)

Um levantamento da Biosfera Copastur aponta que a compra de passagens aéreas com mais de 21 dias de antecedência pode reduzir em mais de 60% os custos de viagens corporativas, em meio à instabilidade econômica, variações cambiais e alta no preço dos combustíveis. O estudo foi divulgado com base em dados do mercado latino-americano.

“Os principais segmentos do mercado não atingem 70% de adesão à política de antecedência nas emissões. Nossa análise para 2026 demonstra que, mesmo sem 100% de conformidade, planejar apenas 7 a cada 10 emissões já gera uma redução drástica nos custos, protegendo a empresa da volatilidade”, afirma Edmar Mendoza Bull, CEO da Copastur.

O levantamento considera emissões realizadas por diferentes setores e avalia o impacto das políticas internas de antecedência na composição dos custos logísticos. Os dados mostram diferença significativa nos valores pagos.

Bilhetes emitidos entre um e sete dias antes da viagem registram ticket médio entre R$ 2.318 e R$ 2.349, sem taxas. Já as compras feitas com mais de 21 dias de antecedência apresentam valores entre R$ 736 e R$ 1.108.

O levantamento também identifica maior impacto positivo em setores como tecnologia e serviços, que concentram volume relevante de viagens corporativas e maior potencial de economia com planejamento.

Gestão de passagens e tecnologia

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Diferença no ticket médio supera R$ 1,5 mil entre compras de passagens antecipadas e de última hora (Banco de imagens/Freepik)

A Biosfera Copastur indica que o uso de ferramentas tecnológicas e inteligência de dados pode ampliar o controle sobre as emissões de passagens. Plataformas como Zuri e o SuperApp C+ permitem a criação de alertas e mecanismos de controle para incentivar a antecedência nas compras, sem comprometer operações consideradas críticas.

Segundo a empresa, a adoção dessas soluções busca alinhar políticas internas com a dinâmica do mercado aéreo, marcado por variações constantes de tarifas, e reduzir perdas financeiras associadas à baixa previsibilidade nas emissões.