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Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) despencam após balanços: o que aconteceu?

Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) despencam após balanços: o que aconteceu?

As principais companhias educacionais da Bolsa, Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) divulgaram seus dados na noite desta quarta-feira (11). Na sessão desta quinta, os papéis de ambas despencam, com Yduqs perdendo 11,02%, a R$ 10,74, e Cogna (COGN3) recuando 5,66%, a R$ 3,00, às 10h55 (horário de Brasília).

No caso da Cogna, o lucro líquido ajustado teve queda de 72% na comparação anual, como fruto de resultado operacional mais fraco e imposto de renda maior que o esperado, na análise do Morgan Stanley.

O lucro líquido sem ajustes apresentou crescimento forte, na comparação entre trimestre. O banco estrangeiro considerou que um dos principais destaques negativos foi a perda no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês).

Viva do lucro de grandes empresas

A linha sofreu com crescimento e margens mais fracos em Kroton, o que os analistas consideraram mais preocupante, para além do adiamento na receita do Programa Nacional de Livro Didático (PNLD).

O Morgan Stanley faz a ressalva de que, com mudança nas provisões realizadas, o resultado da Cogna só poderá ser comparável de fato a partir do primeiro trimestre de 2026, já que, dentro da nova lógica, os efeitos do terceiro e quarto trimestre de 2024 foram somados.

O Itaú BBA considerou o trimestre mais desafiador para a dinâmica de margem em Kroton, levando a uma tendência de desaceleração do EBITDA da divisão. Para os analistas, esse é o principal fator por trás da recente performance negativa da ação.

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“Os investidores têm feito muitas perguntas sobre o que esperar para 2026 em termos de margem, especialmente no contexto de mudanças no ambiente regulatório que podem levar a maiores custos de pessoal”, afirma o BBA.

No caso da Yduqs, o Morgan considerou que os dados vieram abaixo do esperado, com ajustes em excesso. A análise destacou que o lucro ficou muito aquém das expectativas, mesmo considerando os ajustes. A companhia, para o Morgan, encerrou 2025 com indicadores fracos (parcialmente justificados por um movimento em direção a uma contabilidade mais conservadora) e forte geração de caixa (impulsionada pela melhora no prazo médio de recebimento).

“Para 2026, não enxergamos grandes vetores adicionais de resultado, além de uma provável redução em PDA e na taxa de juros. Além disso, o crescimento de fluxo de caixa deve ficar mais pressionado por bases de comparação mais difíceis (dado o impulso nos recebíveis em 2025). Mantemos recomendação Underweight (peso abaixo, considerado como “venda”)”, afirmam os analistas.

O BBA considerou linhas como receita e rentabilidade em linha com expectativas e já antecipou a reação negativa agora observada no mercado.

Mesmo considerando de forma positiva o fluxo de caixa livre de 2025 e a continuidade dessa geração de caixa em 2026, o banco apresenta a ressalva de que a indicação de um ciclo de captação mais fraco no 1T26, ainda que amplamente esperado, pode acabar pressionando o crescimento de receita deste ano.



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