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Juros futuros fecham em queda com recuo do dólar e fala de Trump sobre fim da guerra

Juros futuros fecham em queda com recuo do dólar e fala de Trump sobre fim da guerra

SÃO PAULO, 9 ⁠Mar (Reuters) – As taxas dos DIs de curto prazo ⁠fecharam a segunda-feira próximas da estabilidade e as longas encerraram ‌em queda, apagando as fortes altas vistas no início do dia, em sintonia com o recuo firme do dólar ante o ‌real e após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra no Oriente Médio está ‘praticamente concluída’.

Com o dólar oscilando abaixo dos R$5,17 neste fim de tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,19%, com elevação de apenas ⁠2 ‌pontos-base ante o ajuste de 13,17% da sessão anterior. Na ⁠ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,765%, com queda de 9 pontos-base ante 13,856%.

No fim de semana o Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, em uma sinalização ​de que a vertente linha-dura segue no comando em Teerã, uma semana após o início do conflito com os Estados ​Unidos e Israel. Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que a nomeação de Mojtaba seria “inaceitável”.

Viva do lucro de grandes empresas

Em meio à escalada da guerra, os preços do petróleo se aproximaram dos US$120 o barril na madrugada desta segunda-feira, o maior valor desde meados de ‌2022, elevando preocupações de que a disparada ​da commodity possa impulsionar a inflação, inclusive no Brasil.

Com o dólar em alta ante o real no início do dia, a taxa do DI para janeiro de ⁠2028 atingiu a máxima ​de 13,480% (+31 pontos-base) ​às 9h57.

A perda de força do dólar ante o real, no entanto, reduziu os ⁠prêmios na curva brasileira, que perto ​do fim da sessão regular foi impactada ainda por declarações de Trump sobre a guerra.

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Trump disse à CBS em entrevista que acredita que a ​guerra contra o Irã ‘está praticamente concluída’ e que os EUA estão ‘muito à frente’ do prazo inicial estimado de quatro ​a cinco semanas, ⁠segundo relato de um repórter da rede na plataforma X.

O resultado no Brasil foi a ⁠reaproximação das taxas curtas da estabilidade, enquanto as longas cederam, com o dólar também renovando as menores cotações do dia.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries também despencaram. Às 16h43, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 3 pontos-base, a ​4,1%.



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