O Dia Internacional da Mulher levou milhares de pessoas às ruas neste 8 de Março em diferentes cidades do mundo, em manifestações marcadas por cobranças por direitos, proteção, igualdade e combate à violência de gênero.
Do Chile ao Brasil, passando por Grécia, Espanha, Ucrânia e Peru, os atos reuniram movimentos feministas, sindicatos, estudantes e organizações da sociedade civil.
Por aqui, o 8 de Março levou milhares às ruas e transformou o luto em pressão por políticas públicas contra a violência de gênero.
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Os protestos ocorreram em meio ao recorde de feminicídios em 2025, quando o país registrou 1.470 casos, segundo o Ministério da Justiça.
No Rio de Janeiro, o ato reuniu movimentos feministas e organizações da sociedade civil na orla de Copacabana, na Zona Sul, perto de onde uma adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo semanas antes.
Em Porto Alegre, no Centro, uma performance teatral exibiu sapatos manchados de vermelho, em referência ao sangue, enquanto eram gritados os nomes de 20 mulheres assassinadas no Rio Grande do Sul em 2026.
Em São Paulo, a mobilização ocorreu na avenida Paulista, mesmo sob chuva forte na região.
Mundo
No Chile, em Santiago, manifestantes ocuparam a principal avenida da capital sob o lema “Nem um passo para trás, cem passos para frente”. A marcha, organizada por movimentos como a Coordenação Feminista 8M, defendeu direitos das mulheres, moradia, saúde, trabalho decente e o fim da violência. O ato também ocorreu em meio à preocupação com a chegada de um governo mais conservador e com a ascensão da extrema direita após a vitória de José Antonio Kast.
Em Atenas, na Grécia, milhares de mulheres e apoiadores marcharam pelo centro da cidade com faixas contra a guerra e em defesa da igualdade de gênero. Grupos feministas, sindicatos e estudantes pediram o fim dos conflitos e acesso seguro e legal ao aborto, em críticas à guerra como expressão extrema do patriarcado.
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Em Madri, na Espanha, avenidas foram tomadas pelo roxo do movimento feminista, com destaque para o Ni Una Menos. Manifestantes lembraram casos de feminicídio e cobraram respostas diante das 48 mulheres mortas por violência de gênero em 2025 e das novas vítimas registradas em 2026.
Na Ucrânia, em Kiev, a marcha cobrou o fim do sexismo nas Forças Armadas e criticou um novo projeto de Código Civil que, segundo organizações LGBTQ+, não garante reconhecimento a casais do mesmo sexo e pode contrariar critérios da União Europeia.
No Peru, em Lima, milhares foram às ruas na véspera do Dia Internacional da Mulher e das eleições de abril. As manifestantes exigiram combate à violência de gênero, criticaram declarações da candidata Keiko Fujimori sobre gravidez decorrente de estupro e pediram justiça para meninas vítimas de abuso em regiões indígenas.
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(Com Informações da Reuters)

