Nordeste Magazine
Cultura

Por que o Disney+ fez você torcer pelo “predador” desta vez (e sentir culpa junto) até o último minuto

Por que o Disney+ fez você torcer pelo “predador” desta vez (e sentir culpa junto) até o último minuto

Tão vastos quanto o silêncio que cerca as galáxias, os enigmas do universo calam fundo na insignificância do homem. Tentamos vencer a morte alimentando a crença de que nossos sucessores serão mais altruístas e mais dignos de estar aqui do que nós, e dessa forma está garantida a continuação de nossa espécie. Ninguém passa incólume à mera suposição de que, algum dia, a humanidade acabará por colher todos os amargos frutos que nascerão da semente da negligência, do descaso, da destruição indiscriminada e da ganância sem freio e sem propósito que ela mesma lançou pela Terra. Progresso e atraso são variáveis de uma mesma equação em “Predador: Terras Selvagens”, uma análise bastante original sobre o porquê de nosso atoleiro. Dan Trachtenberg sustenta uma versão inovadora das histórias da franquia mexendo na estrutura de como duas espécies distintas partilham um ecossistema ameaçado e o que advém dessa delicada interação, passagens cheias de cadência e mesmo humor.

Selvageria e doçura

Trachtenberg e os corroteiristas Patrick Aison e Jim Thomas prezam por nunca serem apenas trágicos ou esperançosos. Aqui, nada é exatamente o que parece, e o predador do título é um guerreiro corajoso, mas excluído por ser novo e miúdo demais. Dek escapara a uma tentativa de assassinato pelo próprio pai e está em Genna, o Planeta da Morte, onde pretende matar um monstro supostamente imbatível e provar sua bravura. Sua disposição muda ao saber que há em Genna uma legião de sicários querendo sua cabeça, mas talvez nem tudo esteja perdido quando Thia, uma androide tão inteligente quanto indiscreta, pode ser sua maior aliada. Ela também está atrás de um superpredador, Kalisk, e nesse ponto o diretor refina sua ideia de uma dupla de candidatos a messias, indo mais longe ao explicar que Thia é um modelo que exige um decisivo aprimoramento, Tessa. Elle Fanning se sai melhor que a encomenda dividindo-se entre Thia e Tessa, bem como Dimitrius Schuster-Koloamatangi supera expectativas ao dar voz a Dek na estranha profissão de fé no futuro que este filme canta.

Filme:
Predador: Terras Selvagens

Diretor:

Dan Trachtenberg

Ano:
2025

Gênero:
Aventura/Ficção Científica

Avaliação:

8/10
1
1




★★★★★★★★★★



Fonte

Veja também

Papel que deu Oscar de melhor ator para Robert De Niro está na Netflix: e é genial!

Redação

Em apenas 94 minutos, o Disney+ solta um drama sci-fi que voa como foguete e pousa na alma

Redação

Comédia romântica de Bruno Barreto, com Gwyneth Paltrow e Christina Applegate, é a pausa que você precisa para respirar, na Netflix

Redação

Leave a Comment

* By using this form you agree with the storage and handling of your data by this website.