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Economia

Futuros de NY ampliam perdas com risco de conflito prolongado no Irã

Futuros de NY ampliam perdas com risco de conflito prolongado no Irã

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta quarta-feira (4), pressionados pela escalada da guerra no Irã, que intensificou a aversão ao risco nos mercados globais.

O ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irã desestabilizou o Oriente Médio e ameaça provocar um novo choque inflacionário na economia mundial, elevando os preços do petróleo. Além disso, não há uma previsão clara de quando ou como a guerra terminará, o que aumenta a possibilidade de um conflito prolongado e consequências imprevisíveis.

Os desdobramentos seguem reverberando na região. Israel realizou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, enquanto a Irã lançou mísseis contra Catar, Bahrein e Omã. Catar e Iraque interromperam a produção em importantes instalações de energia, aumentando as preocupações com a oferta global.

Viva do lucro de grandes empresas

Estados Unidos

Na agenda econômica, os investidores aguardam o relatório de empregos privados da ADP de fevereiro, às 10h15 (horário de Brasília), com expectativa de criação de 50 mil vagas. Às 11h45, será divulgado o PMI de serviços de fevereiro, enquanto, às 12h, sai o ISM de serviços, também referente a fevereiro, com projeção de 53,5 pontos.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro: -0,39%
  • S&P 500 Futuro: -0,37%
  • Nasdaq Futuro: -0,50%

Ásia-Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com destaque para o índice Kospi, da Coreia do Sul, despencou mais de 12%, registrando sua pior queda diária, com o conflito no Irã alimentando a aversão ao risco.

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Os investidores da região também estarão acompanhando a reunião parlamentar anual dos formuladores de políticas da China, que começa ainda hoje.

A atividade industrial na China apresentou queda em fevereiro, com os fabricantes interrompendo a produção e os embarques de mercadorias para celebrar um feriado prolongado. O índice oficial de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro caiu para 49 em fevereiro, ficando abaixo da previsão dos economistas de 49,1.

  • Shanghai SE (China), -0,98%
  • Nikkei (Japão): -3,61%
  • Hang Seng Index (Hong Kong): -2,01%
  • Nifty 50 (Índia): -1,75%
  • ASX 200 (Austrália): -1,94%

Europa

Os mercados europeus operam em alta, mesmo com a continuidade dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã durante a noite, enquanto países ocidentais tentam organizar voos de evacuação para retirar seus cidadãos da região.

  • STOXX 600: +0,40%
  • DAX (Alemanha): +0,42%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,04%
  • CAC 40 (França): +0,19%
  • FTSE MIB (Itália): -0,01%

Commodities

Os preços do petróleo operam em alta, ampliando os ganhos dos últimos dias, com a eclosão de novos ataques no Oriente Médio, enquanto os operadores avaliavam um plano dos EUA para assegurar e escoltar petroleiros que passam pelo Estreito de Ormuz, com o tráfego nessa importante via navegável praticamente paralisado.

As cotações do minério de ferro na China fecharam com leve alta, com investidores e operadores agindo com cautela antes da reunião parlamentar anual da segunda maior economia do mundo, que começa em 5 de março.

  • Petróleo WTI, +2,59%, a US$ 76,49 o barril
  • Petróleo Brent, +2,71%, a US$ 83,16 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,40%, a 752,00 iuanes (US$ 108,98)

Bitcoin

  • Bitcoin (BTC), +1,75%, a US$ 69,504,80 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

(Com Reuters e Bloomberg)

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