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Brasil ultrapassa a marca de 130.000 drones registrados

Brasil ultrapassa a marca de 130.000 drones registrados

O Brasil alcançou 133.000 drones registrados na Agência Nacional de Aviação Civil até fevereiro

O Brasil alcançou 133.000 drones registrados no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant) até fevereiro deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O avanço ocorre dentro de um ambiente regulatório estruturado desde 2017, quando entrou em vigor o regulamento que instituiu o cadastro obrigatório e organizou juridicamente as operações civis de drones no Brasil.

Evolução dos registros

Em 2017, o país registrava cerca de 16.500 drones cadastrados. Em 2022, o volume alcançou 93.729 registros, crescimento acumulado superior a 460% em cinco anos.

A expansão manteve ritmo elevado nos últimos ciclos. Entre 2024 e 2025, o número de drones registrados avançou acima de 20% ao ano. No mesmo período, os pedidos de autorização de voo cresceram mais de 25%, indicando não apenas ampliação do parque registrado, mas também maior frequência de operações no espaço aéreo brasileiro.

Composição do mercado

Em 2022, os drones de uso profissional somavam 40.823 unidades, equivalentes a aproximadamente 44% do total registrado, enquanto 52.906 eram destinados a uso recreativo.

O dado demonstra mudança estrutural no perfil do setor, que deixou de ter predominância recreativa para ampliar participação em atividades empresariais e governamentais.

O crescimento dos drones profissionais está associado à expansão de aplicações como pulverização aérea e agricultura de precisão no agronegócio, inspeções industriais, monitoramento de infraestrutura, energia, segurança pública, mapeamento técnico e produção audiovisual.

O aumento expressivo das importações em 2024, tanto em valor quanto em volume, reforça a expansão da demanda doméstica por sistemas de aeronaves remotamente pilotadas (RPAS), sensores embarcados e soluções integradas.

Impacto econômico

A expansão do mercado de drones gera efeitos indiretos em cadeias como importação e distribuição de equipamentos, manutenção técnica, capacitação de operadores, desenvolvimento de softwares e integração com tecnologias como inteligência artificial e conectividade 5G.

O avanço também acompanha a digitalização de serviços públicos e a agenda de cidades inteligentes, ampliando o uso de aeronaves não tripuladas em atividades de monitoramento urbano, fiscalização ambiental e gestão territorial.

Ambiente regulatório e atualização normativa

O modelo brasileiro opera com divisão de competências entre órgãos responsáveis por registro, controle do espaço aéreo, homologação de equipamentos e regulação agrícola, criando estrutura institucional para operações civis.

Em 2025, foi aberta consulta pública para atualização do marco regulatório, propondo abordagem baseada em risco operacional e desempenho, alinhada a práticas internacionais. A revisão normativa busca adequar a regulação à complexidade crescente das operações e à diversificação tecnológica do setor.





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