Nordeste Magazine
Economia

FMI pede ajuste fiscal nos EUA para reduzir déficit em conta corrente “grande demais”

FMI pede ajuste fiscal nos EUA para reduzir déficit em conta corrente “grande demais”

O ⁠Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu na quarta-feira (25) aos ⁠Estados Unidos que reduzam seu crescente déficit fiscal ‌como a melhor maneira de diminuir os déficits em conta corrente e comercial, que considera excessivos, compartilhando algumas preocupações ‌com o governo Trump.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, disse a repórteres após a revisão anual das políticas dos EUA pelo FMI que “a conclusão é que o déficit em conta corrente é grande demais, para simplificar para o público. ⁠E ‌isso é reconhecido pelo governo”.

Depois que a Suprema Corte ⁠dos EUA considerou ilegais as tarifas de emergência do presidente Donald Trump, seu governo invocou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 para substituir as taxas, com o objetivo de melhorar o balanço de pagamentos.

Viva do lucro de grandes empresas

Mas ​o diretor do FMI para o Hemisfério Ocidental, Nigel Chalk, disse que a melhor maneira de reduzir o ​déficit em conta corrente, estimado pelo FMI em 3,5% a 4,0% do PIB no curto prazo, seria reduzir o déficit fiscal dos EUA.

O FMI afirmou em sua primeira revisão do “Artigo IV” das políticas do governo Trump que ‌o crescimento dos EUA para 2026 ​permanecerá em uma taxa resiliente de 2,4%, em linha com suas previsões de janeiro, enquanto a inflação não retornará à meta de 2% do ⁠Federal Reserve até ​o início de ​2027, dada a incerteza em torno da trajetória da inflação e do crescimento.

Mas ⁠o Fundo afirmou que os ​déficits fiscais dos EUA permanecerão entre 7% e 8% do PIB nos próximos anos, mais do que o dobro dos níveis ​almejados pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e que a dívida pública consolidada atingirá 140% ​do PIB até ⁠2031.

Continua depois da publicidade

“Embora o risco de tensão soberana nos EUA seja baixo, a trajetória ascendente ⁠da relação dívida pública/PIB e os níveis crescentes da relação dívida de curto prazo/PIB representam um risco crescente à estabilidade da economia dos EUA e da economia global”, afirmou o FMI em sua declaração inicial do Artigo IV.



Fonte

Veja também

Coreia do Norte alerta que pode “destruir completamente” a Coreia do Sul, se ameaçada

Redação

Juros subiram para famílias e empresas em janeiro, mostra BC

Redação

Alckmin: governo prepara decreto de salvaguardas no acordo Mercosul-UE

Redação

Leave a Comment

* By using this form you agree with the storage and handling of your data by this website.