As expectativas para os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) do Mercado Livre (BDR: MELI34) estão nas alturas. A prévia do Bradesco BBI estima um forte crescimento, em especial de volume bruto de mercadorias (GMV, em inglês), com alta de 36% na comparação com o ano anterior e desempenho sólido em todas as geografias.
O Mercado Livre divulga nesta terça-feira (24) seus resultados, após o fechamento da bolsa.
Para o BBI, o cenário é positivo para a MELI sob o ponto de vista operacional, competitivo e de valuation. A combinação dos níveis atuais de precificação da ação, com um ambiente competitivo mais construtivo e fundamentos sólidos no negócio principal, ajudaram a construir um caminho mais propício para que a ação retorne à uma trajetória saudável.
Viva do lucro de grandes empresas
Com base nessa premissa, os analistas mantiveram a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e elegeram a companhia como a principal escolha dentro da cobertura.
O BBI também revisou para cima a estimativa de lucro líquido para 2026, para US$ 3,0 bilhões, ainda que 10% abaixo do consenso. “Não vemos nenhuma companhia em nossa cobertura com esse perfil de retorno”, afirmam na prévia. De acordo com o documento, o Mercado Livre tem oferecido retorno sobre o patrimônio líquido acima de 30%, combinando múltiplas avenidas de crescimento para reinvestimento.
Leia mais:
Continua depois da publicidade
Os resultados do 3º trimestre de 2025 já mostravam, conforme o banco, a força do ecossistema da MELI tanto no comércio eletrônico quanto no setor fintech. As métricas de engajamento recordes na época e a aceleração no crescimento do GMV no Brasil davam os primeiros sinais de que os investimentos em lucros e perdas estavam começando a gerar resultados tangíveis.
A prévia também mostra a companhia com um crescimento superior a 20% ao ano em dólares. Segundo o BBI, o múltiplo de avaliação de curto prazo ainda não captura adequadamente o potencial de crescimento composto da empresa.
O que será destaque no balanço?
De acordo com o BTG Pactual, a principal variável de curto prazo para monitorar com o balanço do 4T25 é o crescimento do GMV e sua qualidade. Para o BTG, esse dado deverá mostrar se o crescimento está se tornando mais eficiente ou não na companhia e determinará se o Mercado Livre ainda está na curva de investimentos ou se já começou a monetizar o que construiu até então.
Para o banco, um possível crescimento acima de 30% no Brasil indicaria uma normalização dos reinvestimentos. Em tempo, a estimativa do Bradesco BBI é de um crescimento de 35% do GVM no Brasil, na comparação com o ano anterior, próximo da estimativa global de 36%.
Outro ponto para ficar atento é o segmento de fintech. Segundo o BBI, o segmento segue como segundo pilar estrutural da companhia. O balanço deverá jogar luz sobre questões como a originação versus provisões, o comportamento de inadimplencia inicial e os custos de funding.
Os resultados com a logística também servirão como indicador relevante de geração futura de lucro líquido, com o crescimento das entregas rápidas e aumento do capex.
Continua depois da publicidade

