Inicio a leitura dos mercados com um cenário construtivo para os ativos de risco, especialmente no Brasil, onde o Ibovespa segue renovando máximas históricas e acumulando ganhos expressivos em 2026.
O ambiente internacional, por sua vez, mostra maior seletividade: enquanto o S&P 500 tenta retomar força após semanas mais laterais, a Nasdaq ainda oscila abaixo das médias. No câmbio, o dólar futuro permanece pressionado, refletindo maior apetite ao risco, enquanto o Bitcoin continua sendo o elo mais frágil do conjunto, operando abaixo de níveis psicológicos importantes e acumulando perdas relevantes no mês.
Com os principais ativos próximos de regiões técnicas decisivas, o comportamento dos preços nas próximas sessões tende a ser determinante para avaliar se o mercado terá força para estender o movimento predominante ou se entrará em uma fase mais consistente de correção.
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Análise técnica do Ibovespa
Pelo gráfico diário, observo que o Ibovespa mantém uma forte tendência de alta, sustentada por uma sequência consistente de renovações de máximas nas últimas semanas. O índice atingiu sua nova máxima histórica em 190.726 pontos, fechando pela primeira vez acima da região dos 190 mil pontos. Em 2026, o desempenho é expressivo, com alta acumulada de 18,25%.
Na última sessão, o índice voltou a subir 1,06%, encerrando aos 190.534 pontos e renovando o topo histórico. No acumulado semanal, o avanço foi de 2,18%, marcando a sétima semana consecutiva de alta, o que reforça a dominância do fluxo comprador no mercado brasileiro.
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Do ponto de vista técnico, o IFR (14) em 71,60 já se encontra em zona de sobrecompra, o que indica mercado esticado e aumenta a probabilidade de ajustes pontuais. Ainda assim, não há sinal gráfico de reversão da tendência principal.
Para que o rali tenha continuidade, será fundamental romper novamente a máxima em 190.726 pontos, abrindo espaço para projeções em 193.270, 196.075 e, em extensão, na região de 199.540/200.000 pontos.
Por outro lado, uma perda do suporte em 183.662/180.088 pontos poderia iniciar um fluxo corretivo mais consistente, com alvos em 177.741/171.815 e, em cenário mais amplo, 166.467 pontos.
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Análise técnica do Dólar
No dólar futuro, o cenário segue de tendência baixista, com o contrato negociando abaixo das médias móveis e mantendo pressão vendedora no curto prazo. Na última sessão, o ativo recuou 0,71%, encerrando aos 5.186 pontos.
O IFR (14) em 35,66 permanece em zona neutra, mas já se aproxima da região de sobrevenda, o que pode limitar a intensidade das quedas no curtíssimo prazo. Ainda assim, enquanto o dólar permanecer abaixo das médias, o viés técnico continua negativo.
Para dar continuidade ao movimento de baixa, será necessário romper o suporte em 5.167,5/5.127 pontos, com alvos em 5.087, 5.057,5 e, mais abaixo, 5.007 pontos.
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Uma eventual recuperação exigiria a superação de 5.266,5/5.328 pontos, com resistências seguintes em 5.446/5.560 e, posteriormente, 5.614/5.669,5 pontos.

Confira a análise dos minicontratos:
Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq apresentou recuperação na última semana, encerrando no positivo após três semanas consecutivas de baixa. Ainda assim, o índice continua negociando abaixo das médias móveis, o que sinaliza perda de força estrutural no curto prazo. Em fevereiro, acumula queda de 2,11%, cotado aos 25.012 pontos.
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Para retomar um movimento mais consistente de alta, será necessário superar a região de 25.077/25.382 pontos. Acima dessa faixa, os próximos alvos passam a ser 25.873 pontos e a máxima histórica em 26.182 pontos, com projeções adicionais em 26.475/26.735 pontos.
Por outro lado, o rompimento do suporte em 24.622/24.387 pontos poderia reacender o fluxo vendedor, com correções em direção a 24.021/23.698 pontos e, em movimento mais amplo, 23.279/22.959 pontos.

Confira nossas análises:
Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 vem operando dentro de um movimento mais lateral nas últimas semanas, embora ainda preserve a tendência de alta no pano de fundo. O índice negocia acima das médias móveis, cotado aos 6.909 pontos, e acumula leve recuo de 0,43% em fevereiro.
Após duas semanas consecutivas de baixa, o índice voltou a subir na última semana, sinalizando tentativa de retomada do fluxo comprador. Para consolidar esse movimento, será necessário superar a região de 6.915/6.977 pontos e, principalmente, a máxima histórica em 7.002 pontos. Acima disso, os alvos projetados ficam em 7.020/7.100 e 7.145 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte em 6.833/6.775 pontos pode desencadear correção mais ampla, com alvos em 6.720 e, posteriormente, na região de 6.521/6.443 pontos.

Análise do Bitcoin
O Bitcoin segue como o ativo mais sensível entre os analisados. Após um movimento mais intenso de baixa, passou a negociar abaixo da região dos US$ 70.000 e testou recentemente o suporte na faixa dos US$ 60.000. Em fevereiro, acumula queda superior a 17%.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo opera abaixo das médias móveis e rompeu um triângulo, agora vale atenção pois pode ganhar força nas vendas, principalmente se romper a região dos US$ 60.000.
Para buscar recuperação, será necessário superar as resistências em US$ 72.271/US$ 79.360, com projeções em US$ 84.650, US$ 91.224 e, em extensão, US$ 97.624/US$ 99.692.
Em contrapartida, a perda do suporte em US$ 62.909/US$ 58.946 pode intensificar a pressão vendedora, com próximos alvos em US$ 52.550, US$ 49.000 e, em cenário mais adverso, US$ 40.280.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

