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Superliga de vôlei usa IA para mudar uso de dados na TV e na análise de equipes

Superliga de vôlei usa IA para mudar uso de dados na TV e na análise de equipes

A temporada 2025/26 da Superliga marca uma virada estrutural no vôlei brasileiro. Mais do que uma disputa esportiva, o campeonato passa a funcionar como um laboratório de aplicação de inteligência artificial e gestão orientada por dados, com impacto direto nas transmissões, na produção de conteúdo e na análise técnica das equipes.

A transformação digital ganha contornos concretos a partir da consolidação de uma base estruturada de estatísticas, vídeo integrado e processos automatizados. Cada ação em quadra gera informações organizadas em tempo real, que alimentam transmissões, relatórios técnicos e plataformas de conteúdo. O que antes era fragmentado passa a operar de forma coordenada, ampliando eficiência operacional e oferecendo suporte mais qualificado à tomada de decisão.

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Ao longo da temporada, a Superliga aprofunda a integração entre estatísticas, imagens e arbitragem, conectando o que acontece em quadra a sistemas mais sofisticados de processamento e distribuição de dados. A estrutura envolve a atuação da Sportradar, empresa global de tecnologia esportiva, em conjunto com a Volleystation, especializada em software para voleibol. O foco está na consistência das informações e na sua aplicabilidade prática ao longo da competição.

Segundo Victor Fernandez, diretor de Conteúdos Esportivos e Parcerias da Sportradar, o movimento acompanha uma tendência internacional já consolidada em grandes ligas. Competições como a NBA, a UEFA Champions League e a Bundesliga, também parceiras da empresa, incorporaram dados e inteligência artificial à infraestrutura central de suas operações. A Superliga passa agora a trilhar caminho semelhante, adaptado à realidade do voleibol brasileiro.

Um dos efeitos mais visíveis ocorre na arbitragem. O sistema de desafio por vídeo opera com múltiplas câmeras, aumentando a fluidez das revisões e dando mais previsibilidade às decisões. A tecnologia reduz o tempo de interrupção e contribui para maior transparência no julgamento dos lances.

Nos bastidores, o impacto é ainda mais amplo. Câmeras equipadas com inteligência artificial em centros de treinamento ampliam a automação e permitem operações remotas, além de gerar dados detalhados para análise técnica. Informações sobre deslocamento, padrão de ataque, eficiência de bloqueio e tomada de decisão passam a compor relatórios mais completos, apoiando comissões técnicas na evolução do desempenho dos atletas. Esse avanço, no entanto, exige conectividade estável, padronização de processos e integração eficiente entre sistemas.

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A temporada também representa um passo relevante na organização do histórico de atletas, com dados mais contínuos desde as categorias de base até o alto rendimento. A consolidação dessas informações amplia a capacidade de acompanhamento de carreira e desenvolvimento esportivo. Paralelamente, a agenda de integridade ganha reforço com monitoramento de padrões incomuns e ações educativas, utilizando análise de dados como ferramenta preventiva.

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Com o campeonato em andamento, a Superliga assume o papel de campo de testes para um novo modelo de gestão esportiva. A consolidação desse formato dependerá menos do volume de tecnologia embarcada e mais da capacidade de estruturar governança, infraestrutura adequada e métricas claras de resultado. A temporada 2025 26 sinaliza que o voleibol brasileiro começa a experimentar, na prática, um novo patamar de organização, em que inteligência artificial e dados deixam de ser tendência e passam a integrar o cotidiano da competição.



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