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Dylan O’Brien quase morreu em um acidente durante as gravações desse filme, na Netflix

Dylan O’Brien quase morreu em um acidente durante as gravações desse filme, na Netflix

“Maze Runner: Correr ou Morrer” começa com Thomas decidido a arriscar tudo para resgatar Minho das mãos da WCKD, mesmo que isso signifique atravessar o território mais perigoso que já enfrentaram. Thomas, vivido por Dylan O’Brien, não aceita a captura de Minho, interpretado por Ki Hong Lee, como algo inevitável. Ele assume a liderança mais uma vez e convence o grupo a ir atrás do amigo, que está sendo mantido na última cidade, centro do poder da organização científica. O objetivo é claro: libertar Minho e confrontar Ava Paige, líder da WCKD, que continua defendendo os experimentos como única esperança de cura para o vírus Flare. Só que essa decisão coloca todos de volta na linha de fogo.

A travessia até a cidade já mostra que o mundo lá fora está à beira do colapso. Entre áreas destruídas e ataques de infectados, o grupo precisa negociar ajuda, buscar combustível e encontrar rotas alternativas para não ser capturado. Cada escolha encurta o tempo disponível e aumenta o risco de perder mais alguém no caminho. A sensação é constante: qualquer erro custa caro.

Quando finalmente chegam aos muros da última cidade, o cenário muda. Ali dentro, a WCKD mantém controle rígido, com soldados, tecnologia e acesso restrito a tudo. É um contraste forte com o caos externo. Thomas entende que não basta força; será preciso estratégia para entrar, circular e encontrar Minho antes que a organização conclua o que quer dele. O plano de infiltração exige confiança absoluta entre eles, mas nem todos enxergam a situação da mesma forma.

Teresa, interpretada por Kaya Scodelario, vive esse conflito de maneira mais intensa. Ela acredita que a pesquisa da WCKD pode realmente levar à cura e hesita diante da ideia de destruir tudo. Esse choque de visão entre ela e Thomas adiciona tensão real ao grupo. Não é apenas sobre salvar um amigo, mas sobre decidir se ainda existe alguma legitimidade na promessa de Ava Paige. A dúvida enfraquece alianças e complica a missão.

Dentro da cidade, o clima é de thriller puro. Corredores vigiados, portas bloqueadas e perseguições criam uma pressão constante. A direção de Wes Ball mantém o ritmo acelerado, mas sem perder o foco nos personagens. Não é só espetáculo; cada confronto altera a posição deles dentro daquele território hostil. Quando avançam alguns metros, ganham acesso. Quando hesitam, perdem vantagem. É uma batalha por espaço e tempo.

A presença de Ava Paige pesa mesmo quando ela não está em cena. A líder da WCKD representa a autoridade que decide quem é recurso científico e quem merece liberdade. O embate entre ela e Thomas vai além do físico. Ele questiona os métodos, ela sustenta a necessidade dos testes. Essa disputa dá densidade ao conflito e impede que a história vire apenas mais uma sequência de explosões.

O filme também assume seu lado de ação sem vergonha. Há perseguições intensas, confrontos diretos e momentos de adrenalina que lembram por que a franquia conquistou público jovem. Ainda assim, o que sustenta o capítulo final é o vínculo entre os personagens. Thomas não age como herói solitário; ele depende de Newt, de Teresa e principalmente de Minho. Cada passo é coletivo, e cada perda pesa no grupo inteiro.

Dá para dizer que “Maze Runner: Correr ou Morrer” é um encerramento coerente para a jornada iniciada no labirinto. A invasão da última cidade entrega respostas e coloca os personagens diante de escolhas difíceis, mas mantém o foco na amizade e na resistência contra uma autoridade que insiste em tratar pessoas como solução descartável. É um final que aposta na ação, mas também na ideia de que liberdade tem preço, e alguém sempre precisa decidir se está disposto a pagar.

Filme:
Maze Runner: A Cura Mortal

Diretor:

Wes Ball

Ano:
2018

Gênero:
Ação/Aventura/Ficção Científica/Suspense

Avaliação:

9/10
1
1




★★★★★★★★★



Fonte

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