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Bolsas da Europa fecham em queda com cautela global ante tensão geopolítica e techs

Bolsas da Europa fecham em queda com cautela global ante tensão geopolítica e techs

As bolsas da Europa encerraram o pregão em queda nesta quinta-feira, 19, pressionadas pelo sentimento de cautela global diante ponderações sobre o investimento em tecnologia e inteligência artificial (IA), bem como o impasse geopolítico entre EUA e Irã. O mercado também reagiu aos resultados corporativos de importantes empresas europeias.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,55%, a 10.627,04 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,03%, a 25.017,98 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,36%, a 8.398,78 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 1,22%, a 45.794,22 pontos. Em Madri, o Ibex 35 registrou variação negativa de 0,99%, a 18.017,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,52%, a 9.095,00 pontos. As cotações são preliminares.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta tarde que é preciso um acordo com o Irã e que algo referente ao pacto pode ser descoberto em cerca de 10 dias, reiterando que “coisas ruins podem acontecer” na ausência de um acordo com Teerã, prolongando o ambiente de incertezas.

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Segundo o The Times, o Reino Unido se recusou em permitir o uso de bases militares britânicas por Trump para realizar uma ofensiva.

Na Europa, drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo da Rússia, com a persistência do impasse nas negociações de paz. O subíndice de petróleo e gás do Stoxx 600 subia 0,9%, em linha com a alta da commodity, mas o setor de defesa caía 0,92%, realizando ganhos recentes.

As praças europeias também foram pressionadas pela cautela com o setor de tecnologia em Wall Street, bem como resultados corporativos da gigante mineradora Rio Tinto (-3,9%), da montadora francesa Renault (-2,8%) e da fabricante de aviões Airbus (-7%). Na contramão, a suíça Nestlé avançou 4,2% e a Air France-KLM saltou 13,3%.

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Na ponta macroeconômica, o índice de confiança do consumidor da zona do euro subiu a -12,2, segundo a leitura preliminar de fevereiro. Por outro lado, em novo Boletim Econômico, o Banco Central Europeu (BCE) menciona que há um ambiente global desafiador, o que impulsiona a incerteza e volatilidade.



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