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Primeiro voo do Douglas DC-6 completa 80 anos

Primeiro voo do Douglas DC-6 completa 80 anos

O Douglas DC-6 foi o último avião comercial a pistão desenvolvido no pós-guerra a alcançar um sucesso de vendas robusto

Há exatos oitenta anos, em 15 de fevereiro de 1946, o Douglas DC-6 realizou seu primeiro voo a partir das instalações da Douglas Aircraft Company em Long Beach, na Califórnia.

Derivado do DC-4, quadrimotor introduziu melhorias de desempenho, maior capacidade de carga útil e cabine pressurizada, estabelecendo um novo padrão para aeronaves comerciais de longo curso no pós-guerra.

O voo inaugural marcou o início da trajetória de um dos aviões comerciais a pistão mais relevantes da história da aviação civil, com expressivos 704 unidades produzidas.

Origem militar

O projeto do DC-6 teve origem em um projeto militar para uma versão de maior capacidade do DC-4, incluindo novos motores. O programa XC-112 foi lançado em 1944, mas atrasos no desenvolvimento levou ao cancelamento do projeto, sobretudo graças ao fim da Segunda Guerra Mundial.

A Douglas optou por converter o projeto em uma variante de passageiros, adaptando-o ao mercado de transporte aéreo comercial que demonstrava grande potencial de expansão. Derivado direto do DC-4, o novo avião tinha uma fuselaem 2 metros mais longa, oferecendo maior capacidade e melhor equilibrio. As primeiras entregas ocorreram em novembro de 1946, tendo a American Airlines e a United Airlines, como as principais operadoras norte-americanas da época.

Expansão internacional

Em 1952, a Pan American World Airways introduziu a versão aprimorada DC-6B em rotas transatlânticas, ampliando o alcance operacional, e assumindo serviços intercontinentais regulares. O DC-6B esteve entre os primeiros aviões comerciais de longo alcance e foi um dos pioneiros em rotas ao redor do mundo.

Douglas DC-6 (PP-LFD) preservado no Museu de Bebedouro | Foto: AERO Magazine/Edmundo Ubiratan

O DC-6 também foi incorporado por companhias aéreas em diferentes continentes, incluindo a Ansett Australia, na Austrália, e a Wardair, no Canadá, consolidando sua presença global no segmento de transporte aéreo de passageiros. No Brasil o primeiro exemplar foi adquirido pela Lóide Aéreo Nacional, que ampliou sua capacidade de transporte a partir de 1957. Na sequência, em 1961, a REAL encomendou um lote de cinco aeronaves Douglas DC-6B, exclusivos para passageiros, ex-SAS (Scandinavian Airlines System). Após a incorporação da empresa pela Varig, os aviões voaram até 1968, quando foram finalmente repassado para a Força Aérea Brasileira. A Vasp voou com os DC-6 tanto no transporte de passageiros como de cargas. Aliás, o único exemplar do modelo preservado no Brasil, o PP-LFD pertencia a VASP, está relativamente bem preservado no Museu de Bebedouro, no interior de São Paulo.

Substituição gradual

A partir de meados da década de 1950, o DC-6 começou a ser substituído pelos primeiros jatos comerciais da era do turbojato, como o Boeing 707 e o Douglas DC-8.

Apesar disso, o DC-6 apresentou vida operacional mais longa que o DC-7, especialmente entre operadores cargueiros, em razão de seus motores considerados mais econômicos para determinadas missões logísticas. A versatilidade da plataforma contribuiu para sua permanência no mercado mesmo com o avanço da aviação a jato.

Entre 1947 e 1959, foram produzidas 704 unidades do DC-6. Desse total, 167 foram versões militares. O volume de produção consolidou o modelo como um dos principais aviões comerciais a pistão do período pós-guerra, com ampla atuação no transporte de passageiros e carga.





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