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após Goldman, BBI reitera visão positiva e vê VALE3 acima de R$ 100 em 2026

após Goldman, BBI reitera visão positiva e vê VALE3 acima de R$ 100 em 2026

Após o Goldman Sachs reforçar o ânimo com as ações da Vale (VALE3) destacando a preferência dos investidores globais em relação a outras do setor, desta vez o Bradesco BBI reiterou sua visão positiva para a mineradora. Mais do que isso, elevou o preço-alvo para os ativos VALE3 de R$ 83 para R$ 102 ao fim de 2026, reforçando recomendação de compra.

Os analistas do banco apontam terem revisado as projeções após a forte valorização recente – alta de 88% em dólares desde meados de 2025, acima dos 60% de seus pares -, mas ainda reforçando que os papéis da mineradora ainda negociam com descontos relevantes.

Mesmo com a redução dessa diferença no valuation versus os pares, a companhia segue atraente em métricas de geração de caixa: o rendimento (yield) de FCF (Fluxo de Caixa Livre) estimado para 2026 está em 8%, ante média de 5% dos concorrentes, e a distância se amplia quando observado um horizonte acumulado de três anos (24% versus 17%).

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Embora o preço do minério de ferro permaneça como principal risco no curto prazo, o valuation descontado, a disciplina na alocação de capital e a visão construtiva para a divisão de metais básicos seguem fornecendo suporte para a tese, destaca a equipe.

No curto prazo, as pressões sobre o minério —refletindo indicadores fracos na China, como PMIs de construção e manufatura em território de contração e queda contínua nos investimentos imobiliários —devem limitar altas adicionais, mas o custo marginal elevado (US$ 90–95/tonelada) e fatores como ramp-up (maturação) mais lento em Simandou e exportações resilientes de aço ajudam a sustentar preços próximos de US$ 100/tonelada (t) ao longo de 2026, avaliam.

Para elevar o preço-alvo, o banco destaca os resultados operacionais do 4T25, novas premissas macro e ajustes de volume – especialmente em cobre – , o que levou a uma leve alta na projeção de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 2026, agora em US$ 17,5 bilhões. Isso reflete preços mais altos para metais básicos e volumes mais robustos de níquel.

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“A despeito do rali recente, a ação segue negociada com desconto, considerando sua execução operacional consistente e sólida política de alocação de capital. Entre os principais riscos, destacam se uma eventual reversão nos preços de metais, ramp-up mais rápido do que o esperado em Simandou, maior oferta global, frustração de demanda chinesa após o feriado lunar, riscos regulatórios domésticos e menor avanço na visibilidade de crescimento em cobre”, apontam os analistas. Dentro da sua cobertura de Metais e Mineração, o BBI prioriza a exposição à Aura (BDR: AURA33), seguida pela Vale.



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