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Indicado ao Oscar 2026: a produção da HBO Max que você vai terminar em silêncio

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O sistema prisional dos Estados Unidos sempre foi marcado pela estratégia de prender o maior número de pessoas, deixando para um segundo momento detalhes como investigação e processo. Organismos internacionais do mundo todo têm se levantado em denúncias contra os abusos de poder e a desumanização dos quase dois milhões de encarcerados da América, por si só uma evidência de que alguma coisa falhou miseravelmente na correção e ressocialização dessas pessoas, e quando se observa o que existe por trás do malogro qualquer um fica escandalizado. Isso é o que fazem Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman no estarrecedor “Alabama: Presos do Sistema”, um documentário, mas também um alerta.

Os infiltrados

Ao longo de cinco anos, Jarecki e Kaufman foram abastecidos com registros de celulares entregues aos internos do Centro Correcional de Easterling, cadeia de segurança máxima de Clio, no Condado de Barbour, Alabama, e se surpreenderam ao verificar que a situação era muito pior do que pensavam. Sucedem-se relatos de castigos exagerados e surras em meio a um ambiente insalubre de celas úmidas, pouco ventiladas e escaldantes, devido às paredes de zinco. Os diretores chegam num dia de festa, com direito a churrasco e shows musicais, disfarce para um cotidiano humilhante de maus-tratos físicos e tortura psicológica, tudo parte de um projeto político rasteiro, incapaz de perceber que muitos daqueles homens estarão outra vez nas ruas em alguns anos. Este não é o caso de Melvin Ray, um dos mais empenhados em desvelar Easterling.

Cinquenta tons de tragédia

Ray é um dos expoentes do Halifax County, programa desenvolvido pelos próprios custodiados para esclarecer seus pares acerca de como funciona o sistema legislativo dos Estados Unidos e como podem reivindicar seus direitos. Há 25 anos, ele veste o uniforme de Easterling, depois de condenado a prisão perpétua, sem chance de liberdade condicional, por homicídio qualificado em janeiro de 2001. É ele quem pergunta sobre o porquê de jornalistas cobrirem guerras, mas saberem tão pouco das cadeias americanas, com seus internos vestidos de branco, laranja, verde, cáqui ou rosa, e Jarecki e Kaufman nos informam que uma decisão da Suprema Corte deu aos diretores de presídios o poder de vetar o acesso da imprensa por “medidas de segurança” — que não se aplicam a gente como Steven Davis, espancado até a morte. Ninguém responde.

Organismos internacionais do mundo todo têm se levantado em denúncias contra os abusos de poder e a desumanização dos quase dois milhões de encarcerados da América, por si só uma evidência de que alguma coisa falhou miseravelmente na correção e ressocialização dessas pessoas, e quando se observa o que existe por trás do malogro qualquer um fica escandalizado. Isso é o que fazem Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman no estarrecedor “Alabama: Presos do Sistema”, um documentário, mas também um alerta.



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