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As autoridades Cuba informaram as companhias aéreas internacionais que operam no país que o abastecimento de combustível de aviação ficará indisponível a partir desta segunda-feira (9), afetando todos os aeroportos internacionais da ilha por pelo menos um mês, em meio ao agravamento da crise energética e à redução das importações.

Segundo aviso emitido pelo sistema internacional NOTAM, o combustível Jet A-1, utilizado pela maioria das aeronaves comerciais, não estará disponível nos nove aeroportos internacionais de Cuba entre 10 de fevereiro e 11 de março de 2026. A comunicação foi feita pelo serviço de aviação civil às empresas que mantêm voos regulares para o país.

A ausência do combustível obriga as companhias aéreas a realizar paradas técnicas em outros países para reabastecimento, reprogramar rotas ou cancelar voos. A medida tende a elevar custos operacionais e aumentar a incerteza para passageiros, operadores turísticos e agentes do setor aéreo.

Crise energética em Cuba

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A restrição no abastecimento aéreo ocorre em um contexto de crise energética que se estende há meses (Freepik/DC Studio)

A restrição no abastecimento aéreo ocorre em um contexto de crise energética que se estende há meses. Cuba produz cerca de um terço do combustível que consome e depende de importações, principalmente da Venezuela, além de remessas menores provenientes do México e da Rússia.

Nos últimos meses, essa dependência foi pressionada por sanções dos Estados Unidos e por limitações no fornecimento de petróleo de parceiros tradicionais, aprofundando o desabastecimento em setores estratégicos como transporte público, geração de energia elétrica e, agora, a aviação civil.

Para o setor aéreo internacional, voos de e para Cuba, incluindo rotas com Estados Unidos, Espanha, México e outros mercados emissores, podem enfrentar cancelamentos, desvios operacionais ou aumento de custos. No turismo, responsável por parcela relevante da entrada de divisas no país, o cenário amplia o risco de redução no fluxo de visitantes.

Autoridades em Havana afirmam adotar medidas para mitigar os impactos imediatos da escassez, mas reconhecem que a dependência de importações e as restrições externas seguem como desafios para a normalização do abastecimento energético e das operações aéreas.

*Com informações da Agência EFE.