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Jenna Ortega e Paul Rudd estrelam comédia sombria e excêntrica que acaba de chegar no Prime Video!

Jenna Ortega e Paul Rudd estrelam comédia sombria e excêntrica que acaba de chegar no Prime Video!

“A Morte de Um Unicórnio” parte de uma ideia absurda e trata tudo com a maior seriedade possível, o que acaba sendo sua principal força. Dirigido por Alex Scharfman, o filme acompanha Elliot (Paul Rudd), um funcionário comum tentando manter o emprego, e sua filha Ridley (Jenna Ortega), mais atenta ao que acontece ao redor do que os adultos gostariam de admitir. Durante uma viagem para um retiro corporativo, um acidente muda completamente o rumo dos dois e os empurra para uma situação que mistura constrangimento, perigo e oportunidades que ninguém ali sabe como administrar.

Elliot reage como alguém acuado pelo relógio e pela hierarquia: erra, improvisa e segue em frente esperando que o problema desapareça. Ridley, ao contrário, observa, questiona e percebe rapidamente que aquela decisão inicial cobra juros altos. A dinâmica entre pai e filha é direta, sem sentimentalismo fácil, e ajuda a ancorar a história enquanto tudo ao redor começa a sair do controle. Paul Rudd trabalha bem essa figura de homem comum encurralado, enquanto Jenna Ortega dá à Ridley uma mistura de ironia, lucidez e desconforto constante.

Quando os dois chegam ao retiro comandado por Dell Leopold (Will Poulter), o filme muda de marcha. Dell é o tipo de chefe que fala em gestão de crise enquanto cria outra maior, e Poulter se diverte explorando esse perfil com um sorriso inquietante e decisões cada vez mais invasivas. O espaço isolado, cercado por luxo e controle, vira rapidamente um terreno onde curiosidade científica, ambição financeira e medo se misturam sem freio claro. Ninguém ali parece preparado para lidar com o que surgiu, mas todos querem tirar algum proveito disso.

A comédia surge do contraste entre o discurso corporativo e o absurdo da situação. Reuniões, termos técnicos e decisões “estratégicas” tentam dar verniz racional a algo que claramente não cabe em planilhas. O riso vem seco, desconfortável, muitas vezes interrompido por escolhas que deixam claro que a história também flerta com o suspense e o terror. O filme nunca força piadas; ele deixa que o ridículo apareça naturalmente quando pessoas poderosas tentam normalizar o que não deveria ser normalizado.

Ao longo do caminho, Scharfman evita transformar a trama em uma fábula óbvia. As consequências surgem de decisões pequenas, tomadas sob pressão, e vão se acumulando. Elliot tenta negociar saídas, Ridley tenta preservar algum senso de limite, e Dell impõe autoridade sempre que sente que pode perder o controle. Cada personagem age por interesse imediato, e é justamente isso que mantém a narrativa tensa e imprevisível, sem precisar explicar demais ou apontar lições.

“A Morte de Um Unicórnio” funciona melhor quando confia nesse jogo de ações e reações. Não entrega respostas fáceis nem se apoia apenas no choque da premissa. É um filme que observa como pessoas comuns e poderosas lidam com algo que foge completamente do previsto, e como a promessa de ganho rápido costuma falar mais alto do que prudência ou empatia. Sem revelar caminhos ou desfechos, basta dizer que o custo de cada escolha fica claro rápido demais e ninguém sai ileso quando tenta transformar o impossível em negócio.

Filme:
A Morte de um Unicórnio

Diretor:

Alex Scharfman

Ano:
2025

Gênero:
Comédia/Fantasia/Suspense/Terror

Avaliação:

8/10
1
1




★★★★★★★★★★



Fonte

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