Boeing projeta que Índia e Sul da Ásia precisarão de 141.000 novos profissionais da aviação e o equivalente a R$ 1 trilhão em serviços até 2044
A Boeing projeta que a Índia e o Sul da Ásia precisarão de cerca de 141 mil novos profissionais da aviação e de mais de US$ 195 bilhões (R$ 1,02 trilhão) em serviços aeronáuticos até 2044, impulsionados pela expansão da frota comercial e pelo crescimento sustentado do tráfego aéreo na região.
As estimativas constam de dois relatórios de previsão de mercado divulgados pelo fabricante norte-americano, nos últimos dias.
Demanda por profissionais de aviação
De acordo com as projeções, o mercado regional exigirá a contratação e formação de aproximadamente 45.000 pilotos, 45.000 técnicos de manutenção e 51.000 tripulantes de cabine ao longo dos próximos vinte anos.
O volume indica uma necessidade estruturada de recrutamento, treinamento e retenção de mão de obra, com impacto direto sobre centros de instrução, escolas de aviação, operadores aéreos e empresas de manutenção.
Mercado de serviços supera US$ 195 bilhões
A Boeing estima que o crescimento do setor resultará em investimentos bilionários em serviços de aviação, abrangendo áreas como manutenção, reparo e revisão (MRO), modificações, serviços digitais e treinamento aeronáutico.
O avanço cria oportunidades relevantes para provedores de serviços técnicos, empresas de engenharia, simuladores de voo e soluções digitais aplicadas à aviação comercial.
Expansão da frota sustenta o crescimento
Segundo os relatórios, a demanda por profissionais e serviços é sustentada por uma projeção de 3.290 entregas de aeronaves comerciais entre 2025 e 2044, o que deverá resultar em uma frota regional quase quatro vezes maior ao final do período analisado.
O crescimento será liderado principalmente por aeronaves de corredor único, ao mesmo tempo em que haverá aumento da atividade com widebodies e cargueiros, ampliando a complexidade operacional e os requisitos de suporte técnico.
Tráfego aéreo e fatores estruturais
O cenário é impulsionado por uma expectativa de crescimento médio anual de 7% no tráfego de passageiros, com destaque para a expansão do mercado doméstico, investimentos em infraestrutura aeroportuária, fortalecimento do comércio eletrônico e aumento das exportações industriais na região.

