Investimento viabiliza infraestrutura para operação de eVTOL e prepara o Brasil para a mobilidade aérea urbana prevista a partir de 2027
A Elyx Vertiportos anunciou a formalização de um acordo para a captação de R$ 100 milhões destinados à implantação de uma rede inicial de vertiportos no Brasil. O investimento, estruturado em parceria com a Arton Advisors, será direcionado à construção, implantação e operação de seis a sete estruturas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
O projeto faz parte da criação de uma infraestrutura necessária à futura operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) no país.
Segundo a empresa, os vertiportos permitirão a operação desse novo tipo de aeronave, que traz a promessa de ser um dos principais vetores de transformação da mobilidade aérea urbana nas próximas décadas.
Atualmente o Brasil está entre os países que lidera o avanço do segmento, com destaque ao primeiro voo do eVTOL desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, ocorrido em dezembro do ano passado.
A entrada em operação comercial do sistema eVTOL é projetada para o fim da década, mas ainda depende da consolidação de diversos processos, incluindo a definição e implementação de certificações aeronáuticas, a disponibilidade de infraestrutura adequada para as operações e de controle, assim como sistemas recarga e gerenciamento das baterias.
Diferentemente dos heliportos tradicionais, os vertiportos exigem sistemas específicos para recarga elétrica, resfriamento de baterias, controle e comunicação das aeronaves, além de integração com o ambiente urbano e com outros modais de transporte.
Segundo o CEO da Elyx, Julio Nakano, a meta é que os vertiportos estejam concluídos antes do início das operações comerciais dos eVTOL no Brasil, previsto para meados de 2027.
De acordo com a empresa, a definição dos locais para implantação dos vertiportos envolve o uso de modelagem matemática, simulação operacional e análise urbana integrada. O objetivo é garantir decisões robustas de localização e micro-localização, considerando fatores como demanda potencial, conectividade, restrições urbanísticas e impacto operacional.

