Nevascas, ventos fortes e a falta de fluido anticongelante levaram ao cancelamento de 600 voos da KLM, inclusive para o Brasil
Nevascas intensas, temperaturas negativas e ventos fortes provocaram a interrupção de operações no aeroporto internacional de Schiphol, em Amsterdã, resultando no cancelamento de seiscentos voos da KLM programados para hoje (7), inclusive para o Rio de Janeiro.
A situação se agravou após a companhia aérea anunciar escassez crítica de fluido de degelo para aviões. Desde a última sexta-feira (2), quando o problema começou, todos os voos para o Brasil partiram com atrasos superiores a duas horas.
Escalada da crise operacional
A companhia aérea informou que a decisão de cancelar 600 voos foi tomada de forma antecipada, diante da persistência das condições meteorológicas adversas. Passageiros relataram longas esperas em solo, desvios para outros aeroportos e casos de permanência prolongada dentro das aeronaves antes do retorno aos portões.
Schiphol’da Buz Çözücü Krizi: KLM 543 Uçuşu İptal Etti!
Hollanda’da Amsterdam Schiphol Havalimanı’nda buz çözücü sıvı tedarikinde yaşanan kriz nedeniyle KLM yüzlerce uçuşu iptal etti.
Avrupa’daki şiddetli kış koşulları nedeniyle uçaklar için buz çözücü işlemin (deicing)… pic.twitter.com/9tPFhiKVVh
— Gökhan Artan (@gokhanartancom) January 7, 2026
As interrupções também afetaram conexões em diversos hubs europeus, com reflexos diretos sobre o fluxo turístico na Holanda e em outros países do continente.
Falta de fluido de degelo agrava gargalos
O fator central da escalada recente foi a redução drástica dos estoques de fluido anticongelante utilizado no degelo de asas e fuselagens antes da decolagem. O produto, composto por água aquecida e glicol, é essencial para operações seguras em condições de neve e gelo.
A KLM opera atualmente 25 caminhões de degelo, com uma equipe superior a cem profissionais atuando 24 horas por dia. Nos últimos dias, o consumo médio chegou a aproximadamente 85.000 litros de fluido por dia.
Segundo a empresa, atrasos no fornecimento por parte de um fornecedor localizado na Alemanha, aliados à demanda prolongada causada pelo inverno rigoroso em toda a Europa, levaram os estoques a níveis críticos.
Medidas emergenciais adotadas pela KLM
Para mitigar o impacto da escassez, a companhia aérea adotou medidas extraordinárias, incluindo o envio de equipes à Alemanha para buscar o fluido diretamente junto ao fornecedor. Ainda assim, as condições meteorológicas severas em vários países europeus continuaram a pressionar a cadeia logística.
Operações aeroportuárias seguem limitadas
O serviço meteorológico holandês manteve alertas climáticos, com previsão de mais neve e ventos fortes. As equipes de remoção de neve do aeroporto seguem atuando para manter pistas e pátios operacionais, mas a capacidade reduzida de uso das pistas e os gargalos no degelo das aeronaves continuam limitando o volume de voos.
A administração do aeroporto de Schiphol disse que há estoque suficiente de fluido específico para limpeza de pistas e taxiways, mas ressaltou que o produto não é o mesmo utilizado no degelo de aeronaves.

