As comemorações dos 87 anos do Parque Nacional do Iguaçu tiveram início oficialmente nesta sexta-feira, 9, com a recepção de autoridades e convidados no Centro de Visitantes. No evento, a Urbia+Cataratas, gestora da visitação turística da unidade, e o ICMBio apresentaram o Parque 2030, um plano que contempla R$ 600 milhões em investimentos e que vai colocar o lar das Cataratas do Iguaçu entre as melhores experiências de conexão com a natureza do mundo, valorizando ainda mais a sua essência de preservação e encantamento. As comemorações continuam neste sábado, 10, com atividades aos visitantes.
Criado em 10 de janeiro de 1939, o Parque Nacional do Iguaçu se tornou referência internacional em conservação ambiental e gestão de áreas protegidas. A cerimônia relembrou essa trajetória e destacou a conquista recente. Em 2025, o parque registrou mais de 2.058.000 visitantes, o maior número de sua história, com crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior e superando os índices do período pré-pandemia.
“O resultado reforça a relevância do destino para o turismo nacional e internacional e o papel estratégico do parque no desenvolvimento regional. Milhares de pessoas passam por aqui todos os dias graças ao trabalho realizado há 87 anos, que ajuda a cumprir o propósito firmado naquela época: conservar este ambiente, promover o conhecimento e a educação ambiental”, explicou o CEO da Urbia+Cataratas, Mario Macedo.
Parque Nacional do Iguaçu 2030
O programa tem o objetivo de ampliar a visão de que a unidade é mais que uma maravilha da natureza, é uma referência em turismo responsável, com ações voltadas à conservação da biodiversidade, inovação e desenvolvimento regional. Desde que a Urbia+Cataratas assumiu a gestão, em 2022, vem investindo em novas atrações e experiências.
Até 2030, a concessionária tem o compromisso de aportar R$ 600 milhões na unidade. Os investimentos nos três primeiros anos tiveram o objetivo de tornar o local mais inclusivo, proporcionando outras experiências além das Cataratas do Iguaçu.
Foram entregues a Ciclovia das Cataratas, o Circuito São João, o Espaço Usina e o conjunto de trilhas reabertas e revitalizadas, além de novos roteiros que permitem ao turista contemplar as Cataratas ao amanhecer, pôr do sol ou anoitecer; e dois novos restaurantes.
Para os próximos anos, as novidades previstas incluem:
- o Circuito de Aventura, com trilhas suspensas, tirolesas, trenós e torres de observação às margens do Rio Iguaçu;
- a nova Trilha das Cataratas, que será totalmente revitalizada, com novos mirantes, trechos duplicados e ampliação da passarela com vista para a Garganta do Diabo;
- a revitalização do tradicional Espaço Porto Canoas, que ganhará conceito arquitetônico renovado, deque panorâmico e áreas para eventos.
Além da expansão da visitação para outros polos, levando estrutura e oportunidades a municípios como Capanema, São Miguel do Iguaçu e Céu Azul, que estão no entorno do parque.
O Parque Nacional do Iguaçu 2030 tem ainda iniciativas sociais e ambientais que vão além do aporte em experiências e infraestrutura, como a neutralização completa das emissões de carbono, a conquista de certificações ambientais inéditas e ações de fortalecimento da economia local. Atualmente, 74% dos fornecedores de produtos e serviços do parque são locais, fomentando o desenvolvimento regional. Também investe em instituições e equipamentos de pesquisa e preservação da fauna e da flora.
“Diversas equipes do ICMBio, da Polícia Militar Ambiental, Polícia Federal, entre outras entidades, dedicam muitas horas de trabalho para cuidar do Parque Nacional. Ter parcerias é fundamental para dar suporte a esse trabalho. Para o Parque 2030, tivemos o envolvimento das comunidades dos municípios abrangidos pela unidade para entender os impactos socioeconômicos, do ecoturismo e dos atrativos do entorno. A gente está trabalhando para implantar um outro modelo de turismo, que valoriza experiências mais profundas e conexão com a natureza. Contamos com a potência nas Cataratas para atrair esses visitantes e ampliar cada vez mais a preservação por meio de pesquisas e estudos”, expôs o chefe do Parque Nacional do Iguaçu, José Ulisses dos Santos.

