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veja o que vem por aí no setor de Parques

veja o que vem por aí no setor de Parques

Executivos detalham mudanças que ampliam permanência, gasto médio e o papel do agente no setor (Patrick Peixoto/M&E)

Por Ana Azevedo e Felipe Abílio

De um 2025 marcado por ajustes estratégicos e entregas decisivas a um 2026 que promete redefinir o planejamento de viagens, o calendário e a forma de vender parques temáticos, o setor entra em um novo ciclo de transformação. Nesta reportagem especial, o Mercado & Eventos reúne entrevistas exclusivas com executivos da Disney, do Hopi Hari, da United Parks & Resorts e da Universal Destinations & Experiences para traçar um panorama preciso do que já mudou, do que estreia no curto prazo e das expansões que começam a redesenhar o mercado global de entretenimento e turismo.

Beto Carrero

(Divulgação/Beto Carrero
Para 2026 há planos de uma nova área infantil (Divulgação/Beto Carrero)

O parque Beto Carrero World fechou 2025 consolidando um dos ciclos mais consistentes de sua história recente, impulsionado por lançamentos estratégicos, alta procura do público e um planejamento focado na experiência familiar. De acordo com Alex Murad, CEO do Beto Carrero World, o desempenho das atrações inauguradas em 2024 e 2025 confirma a força desse movimento.

“Em 2024, o BCW foi o parque mais visitado da América Latina. Esse resultado já diz muito sobre nosso crescimento e sobre a expectativa do público. Estamos sempre em busca de novidades que agradem toda a família. Em 2022, trouxemos o Rebuliço; em 2023, inauguramos a primeira área temática NERF do mundo, a NERF Mania; em 2024, lançamos o espetáculo “No Ritmo de Trolls”, em parceria com a DreamWorks Animation e a Universal Studios; e agora, em 2025, aceleramos com o Hot Wheels™️ Turbo Drive, uma aventura em que crianças e pais têm a oportunidade de dirigir um verdadeiro Hot Wheels em uma pista cheia de aventuras.”

Para Murad, a diversidade de experiências é um dos pilares do parque. “Queremos que, da criança ao vovô, todos saibam que sempre teremos atrações incríveis e divertidas para curtir com toda a família. Se depender da gente, esse ritmo não vai parar. E fiquem de olho porque em 2026 vamos anunciar mais novidades.”

O planejamento para 2026 já está em andamento e tem como principal destaque a criação de uma nova área temática voltada ao público infantil. “Nosso principal lançamento será a nova área temática da Galinha Pintadinha, uma parceria muito especial para nós. A Galinha faz parte da infância no Brasil e no mundo, e vamos dar vida a esse universo em uma nova área temática completa. Isso significa mais brinquedos, show musical exclusivo, loja e muitos encontros com os personagens. É um espaço feito sob medida para as crianças pequenas e para toda a família que adora a Popó”, afirma o CEO.

Segundo Murad, a chegada da Galinha Pintadinha se insere em uma estratégia mais ampla de investimentos contínuos. “Todos os anos realizamos investimentos estratégicos em infraestrutura, atendimento e tecnologia. Recentemente, inauguramos a maior loja da Pizza Hut do Brasil, a única tematizada do mundo dentro de um parque, o que ampliou ainda mais nossa experiência gastronômica. Além disso, investimos em melhorias constantes nas atrações, como o retrofit que foi feito recentemente em toda a área temática do Madagascar. São ações contínuas, que fazemos todos os anos para elevar o padrão de atendimento e a experiência a cada visita.”

Do sucesso de 2025 às grandes estreias de 2026: veja o que vem por aí no setor de Parques
A chegada da Galinha Pintadinha se insere em uma estratégia mais ampla de investimentos contínuos (Divulgação/Beto Carrero)

Outro movimento relevante para o próximo ciclo é a revisão da política de gratuidade e da estratégia de preços, alinhada a práticas internacionais do setor. “Sim, faz parte de um reposicionamento maior, alinhado ao que já acontece nos principais parques do mundo. Estamos seguindo uma prática que é global no setor. Fizemos isso com bastante responsabilidade, sempre pensando em manter o parque acessível para as famílias. Eliminamos políticas de gratuidade, como aniversariantes e outros benefícios, pois a demanda estava muito alta e, devido ao desafio em prever o número diário de visitantes, tivemos que descontinuar esses benefícios. Isso nos ajudou a limitar nosso público e, assim, melhorar a experiência e o atendimento de todos.”

Ao falar sobre o momento do setor de parques e lazer, Murad destaca um cenário positivo e de longo prazo. “A gente fica muito feliz em ver o setor de parques e lazer no Brasil e no mundo crescendo tanto. É um movimento que só beneficia o público, e por isso vamos continuar investindo pesado para garantir o que há de melhor.” Para ele, o posicionamento do Beto Carrero World segue claro para os próximos anos.

“O Beto Carrero World é um parque feito para a família. Cada novidade que anunciamos, cada atração que planejamos, tem o objetivo de criar momentos que pais e filhos possam viver juntos. Esse é o nosso foco para 2026 e para os próximos anos: ampliar as opções para todas as idades, reforçar o caráter familiar do parque e seguir construindo experiências que criam memórias para a vida toda.”

O CEO reforça ainda que os lançamentos anunciados fazem parte de um planejamento estruturado e de longo prazo. “Nossos lançamentos são resultado de um planejamento que exige anos de dedicação. Enquanto celebramos a chegada da Galinha Pintadinha em 2026, já temos muita coisa no forno e projetos ambiciosos em andamento. Estamos pensando não só no ano que vem, mas no futuro do parque para os próximos 5, 10 anos e além. A magia aqui nunca para.”

Disney

Alexander Haim, gerente sênior de Vendas da Disney Brasil (Eric Ribeiro/M&E) parques , disney, united parks, hopi hari, universal parks
Alexander Haim, gerente sênior de Vendas da Disney Brasil (Eric Ribeiro/M&E)

Em 2025, a Walt Disney World Resort transformou um ano de menor volume de inaugurações em um período de ajuste fino da sua estratégia comercial nos mercados internacionais. No Brasil, a prioridade foi preparar o canal de vendas para um ciclo de expansões mais complexo a partir de 2026, quando novas áreas, atrações e produtos devem alterar a forma de planejar e vender viagens ao destino.

A avaliação interna foi que a sofisticação crescente do portfólio exige um agente mais bem informado e com maior domínio do produto. “Não é só vender parque. Hoje o agente precisa entender hotel, benefícios, calendário, eventos e como tudo isso se conecta na experiência do visitante”, afirma Alexander Haim, gerente sênior de vendas da Disney Destinations.

Essa leitura orientou a atuação da Disney ao longo do ano, com presença mais frequente no mercado e ações direcionadas ao canal profissional. “Estivemos mais tempo no Brasil, em feiras, encontros regionais e ações próprias, justamente para trabalhar com antecedência e dar segurança ao agente na hora da venda”, diz.

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Arte conceitual de duas novas atrações de Carros que chegarão ao Magic Kingdom da Disney World (Reprodução/DisneyParksBlog)

O executivo aponta que esse preparo prévio é decisivo diante do que vem pela frente. “2026 traz um volume maior de novidades e expansões. Quanto mais preparado o trade estiver agora, melhor será a experiência do cliente lá na frente”, afirma.

O futuro é brilhante

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O Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin passa por uma requalificação ampla, com novos veículos, alvos interativos e ajustes de jogabilidade (Divulgação/Disney)

O ano de 2026 representa um ponto de inflexão no Walt Disney World Resort. Após um período de preparação comercial em 2025, o destino entra em um ciclo de entregas que ultrapassa o conceito de novas atrações e passa a influenciar diretamente o planejamento das viagens, a permanência média e o ticket do visitante. As mudanças se distribuem por diferentes parques, com impactos simultâneos sobre produto, calendário e comunicação.

No Magic Kingdom, duas frentes distintas reorganizam a oferta do parque. A Big Thunder Mountain Railroad volta a operar na primavera americana de 2026 depois de uma reforma completa, que mantém a narrativa clássica da corrida do ouro, mas incorpora novos cenários, como as Rainbow Caverns, além de atualizações técnicas. Já na Tomorrowland, o Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin passa por uma requalificação ampla, com novos veículos, alvos interativos e ajustes de jogabilidade, reposicionando a atração para um público mais habituado a experiências dinâmicas.

O parque também abriga parte do maior plano de expansão de sua história recente. Ganha corpo o projeto do Piston Peak National Park, área inspirada no universo de Carros, prevista para ocupar uma área reimaginada da Frontierland e abrigar duas atrações. No mesmo eixo, a futura Villains Land adiciona duas atrações de grande porte, além de opções de alimentação e varejo, criando um novo polo temático voltado a públicos adolescentes e adultos.

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Ainda será possível aproveitar mais uma volta com o Aerosmith até a primavera americana de 2026 (Divulgação/Walt Disney World Resort)

No Disney’s Hollywood Studios, 2026 será marcado por uma sequência de entregas ao longo do ano. A Rock ‘n’ Roller Coaster Starring The Muppets chega no verão americano com nova narrativa, cenários reformulados e trilha sonora inédita, substituindo a versão anterior da atração. Ainda no parque, a Millennium Falcon: Smugglers Run recebe uma nova missão desenvolvida em parceria com a Lucasfilm, com história centrada em The Mandalorian e Grogu, em sinergia com o lançamento do novo filme da franquia.

Outro eixo relevante é a abertura de The Magic of Disney Animation, prevista para o fim do verão americano. O projeto transforma o antigo Animation Courtyard em uma área dedicada ao Walt Disney Animation Studios, com experiências interativas, playground interno e atrações voltadas ao público familiar, ampliando a oferta indoor do parque e reforçando sua vocação multigeracional.

No EPCOT, as novidades de 2026 combinam atualização tecnológica e previsibilidade de calendário. A atração Frozen Ever After passa a contar, a partir de fevereiro, com novas figuras Audio-Animatronics de Anna, Elsa e Kristoff, incorporando avanços já utilizados em parques internacionais. Em paralelo, o parque mantém sua estratégia ancorada em festivais, como Festival of the Arts, Flower & Garden, Food & Wine e Festival of the Holidays, que juntos somam mais de 200 dias de programação ao longo do ano e ampliam as janelas comerciais do destino.

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H2O Glow After Hours volta ao Typhoon Lagoon com DJ, personagens, atrações e snacks incluídos à noite (Divulgação/Disney)

O Disney’s Animal Kingdom segue por dois caminhos complementares. Enquanto Zootopia: Better Zoogether! consolida o uso do Tree of Life Theater com tecnologia 4D, o parque se aproxima de uma transição estrutural, com o encerramento definitivo da atração DINOSAUR e o avanço do projeto Tropical Americas, previsto para 2027. A mudança já influencia a narrativa do parque e sua comunicação nos próximos anos, ao substituir uma abordagem baseada em dinossauros por histórias ligadas à América Latina.

Além das atrações, o portfólio de 2026 inclui produtos e eventos especiais. O Disney After Hours retorna com edições distribuídas ao longo do ano, enquanto benefícios voltados aos hóspedes dos hotéis da Disney Resorts Collection, como entrada gratuita nos parques aquáticos no dia do check-in e acesso antecipado aos parques, seguem como diferenciais relevantes para o canal de vendas.

Nesse contexto, o calendário do Walt Disney World Resort terá eventos sazonais no EPCOT, como o International Festival of the Arts, entre janeiro e fevereiro, o Flower & Garden Festival, de março ao início de junho, o Food & Wine Festival, no segundo semestre, além do Festival of the Holidays, no fim do ano, que garantem programação contínua e ampliam as janelas comerciais do destino ao longo de mais de 200 dias.

Já no Magic Kingdom e no Disney’s Hollywood Studios, eventos noturnos com ingresso separado funcionam como âncoras claras de venda para períodos específicos do ano no hemisfério norte, como o Mickey’s Not-So-Scary Halloween Party, concentrado entre agosto e outubro, o Mickey’s Very Merry Christmas Party e o Disney Jollywood Nights, realizados entre novembro e dezembro, além das diferentes edições do Disney After Hours.

Para o público familiar, o verão americano, entre junho e agosto, reúne ativações como o Cool Kids’ Summer, encontros com personagens como Bluey e Bingo no Disney’s Animal Kingdom, novos espetáculos ao vivo e eventos noturnos nos parques aquáticos, como o Disney H2O Glow After Hours, ampliando o repertório de experiências conforme o período da viagem.

Hopi Hari

(Divulgação/Hopi Hari)parques , disney, united parks, hopi hari, universal parks
Para manter o ritmo de crescimento, o parque seguirá executando o planejamento estratégico iniciado em 2022 (Divulgação/Hopi Hari)

Em 2024/2025, o Hopi Hari cresceu cerca de 24,7% e alcançou 1,29 milhão de visitantes, um desempenho acima da média dos parques latino-americanos. Para Mariana Mello, diretora de marketing e vendas do Hopi Hari, o resultado é reflexo de uma estratégia bem definida. “A realização de eventos especiais foi fundamental, com destaque para campanhas de sucesso como a Hora do Horror, o Natal Mágiko e a Celebração dos 25 anos, além de shows e ações voltadas para públicos além dos nichos tradicionais”, afirma.

Com o aumento do fluxo, também surgiram críticas relacionadas a filas e organização ao longo de 2025. Segundo Mariana, essas questões já estão sendo tratadas dentro de um plano contínuo de melhorias. “Seguimos investindo no retrofit de áreas e atrações, ampliando espaços de circulação, melhorando as áreas de alimentação e planejando avanços como maior cobertura de Wi-Fi e, futuramente, a implantação de um aplicativo para qualificar a experiência do visitante”, explica.

Para manter o ritmo de crescimento, o parque seguirá executando o planejamento estratégico iniciado em 2022, com reformas e atualizações graduais. “Ano a ano, temos realizado retrofits de áreas e atrações e entregue novas experiências, como as atrações familiares Vanvolari e Aribabobi. A ideia é seguir esse plano e apresentar alguma novidade em 2026, sempre com foco em entregar um parque melhor para quem nos visita”, diz Mariana. Sobre a reabertura de atrações clássicas, como A Torre, a executiva afirma que as informações serão divulgadas “no momento certo”.

Olhando para 2026, a projeção segue ambiciosa. “Nosso objetivo é crescer em torno de 20% no próximo ano. Sabemos que é um grande desafio, mas estamos confiantes de que é possível”, conclui Mariana Mello, reforçando que o setor de parques e entretenimento ainda tem espaço para expansão no Brasil.

United Parks

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Leonardo Fortes, da United Parks (Ana Azevedo/M&E)

Este ano, a United Parks & Resorts consolidou um movimento de reposicionamento do seu portfólio, ampliando a oferta de experiências voltadas às famílias sem abrir mão do DNA de atrações de alta intensidade que historicamente diferenciam seus parques. 2025 foi marcado por entregas relevantes e pela preparação de um novo ciclo de inaugurações previsto para 2026, que já fazem parte das intenções de viagens dos viajantes brasileiros.

Segundo Leonardo Fortes, gerente de Marketing e Vendas da United Parks & Resorts no Brasil, a estratégia responde a uma leitura clara de mercado. “Nos últimos anos, o foco do grupo tem sido ampliar a oferta de atrações para as famílias, que são o nosso principal público. Trabalhamos sempre buscando o equilíbrio entre atrações emocionantes, onde já somos referência, e experiências pensadas para quem viaja com crianças”, afirma.

Esse reposicionamento ficou evidente sobretudo no Busch Gardens Tampa Bay, tradicionalmente associado às montanhas-russas. Em 2025, o parque inaugurou o Wild Oasis, uma área imersiva dedicada ao público infantil, enquanto prepara para 2026 a abertura do Lion & Hyena Ridge, um novo habitat de animais voltado à visitação multigeracional. “O Busch Gardens continua sendo o paraíso das montanhas-russas, mas hoje oferece muito mais para quem viaja em família”, diz Fortes.

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Em 2025, o parque inaugurou o Wild Oasis, uma área imersiva dedicada ao público infantil (Divulgação/United Parks)

A mesma lógica orienta os investimentos no SeaWorld Orlando. Após a estreia da Expedition Odyssey em 2025, o parque se prepara para lançar, em 2026, uma nova atração familiar de grande porte, reforçando a proposta de combinar entretenimento, educação e contato com a vida selvagem. “A ideia é que todos os membros da família consigam aproveitar um dia inteiro de diversão e aprendizado nos nossos parques”, afirma o executivo.

Em paralelo às entregas de produto, 2025 também foi um ano de aproximação com o trade brasileiro. A United Parks ampliou ações de capacitação, investiu em treinamentos próprios e em parceria com operadores, promoveu roadshows regionais e fortaleceu seu portal para agentes de viagens, com cursos online e certificação. “As ações de educação e incentivo aos agentes são sempre as que trazem os melhores resultados em vendas”, afirma Fortes.

O que vem aí?

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A inauguração da SEAQuest: Legends of the Deep está prevista para o segundo trimestre de 2026 (Divulgação/United Parks)

O ano de 2026 chega “recheado de novidades”, com novas atrações, habitats de animais e um calendário ampliado de eventos capazes de alterar a dinâmica de visitação e fortalecer o apelo familiar dos parques do grupo. As entregas se concentram principalmente no SeaWorld Orlando e no Busch Gardens Tampa Bay, com impacto direto sobre permanência média, recorrência e construção de pacotes.

No SeaWorld Orlando, o principal destaque é a inauguração da SEAQuest: Legends of the Deep, prevista para o segundo trimestre de 2026. A atração será a primeira experiência familiar suspensa no escuro do parque, conduzindo os visitantes por ambientes subaquáticos bioluminescentes, recifes de corais e naufrágios cenográficos. O projeto combina narrativa imersiva, efeitos especiais e conteúdo educativo, reforçando o posicionamento do SeaWorld como parque voltado à integração entre entretenimento e conservação.

A novidade se soma à Expedition Odyssey, inaugurada em 2025, ampliando o portfólio de atrações indoor e familiares do parque. A combinação das duas experiências fortalece o argumento de visita em diferentes condições climáticas e contribui para um dia inteiro de permanência no SeaWorld, fator relevante para o planejamento do agente.

Além das atrações, o parque terá novos eventos sazonais e reformulações. Entre os destaques estão a estreia da celebração familiar em janeiro, com microeventos rotativos, a reformulação do Seven Seas Food Festival, agora com quiosques temáticos que se alternam ao longo dos meses, e uma nova festividade dedicada à missão de resgate e conservação do SeaWorld, com estreia no Dia Mundial dos Oceanos. O retorno do Electric Ocean com show de drones e a reimaginação do Halloween Spooktacular e do Christmas Celebration para fechar o ano “com chave de ouro” e dar ainda mais motivos para visitas.

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Lion & Hyena Ridge no Busch Gardens Tampa Bay (Divulgação/Busch Gardens )

No Busch Gardens Tampa Bay, 2026 será marcado pela inauguração do Lion & Hyena Ridge, um dos habitats mais ambiciosos já desenvolvidos pelo parque. Com cerca de 3.250 metros quadrados, a nova área permitirá a observação imersiva de leões e hienas em um ambiente inspirado na savana africana, com foco em bem-estar animal, educação e experiências multigeracionais. A atração amplia o repertório do parque para além das montanhas-russas e reforça sua vocação como destino de dia inteiro para famílias.

O novo habitat se soma ao Wild Oasis, área infantil inaugurada em 2025, consolidando uma mudança estrutural no perfil do parque. Em paralelo, o Busch Gardens aposta em um calendário robusto de eventos em 2026, com a estreia do Food, Wine & Garden Festival, novos finais de semana temáticos voltados ao público infantil e eventos sazonais que ampliam as oportunidades comerciais ao longo do ano.

O conjunto de entregas posiciona 2026 como um ano de amadurecimento da estratégia da United Parks, com foco em ampliar o público-alvo, facilitar a venda para o trade e estimular visitas mais longas e recorrentes. Para os agentes de viagens, o cenário exige domínio de calendário, segmentação de público e integração entre parques e eventos na construção dos roteiros.

Universal Parks

Marcos Barros, vice-presidente de Vendas e Marketing da Universal Destinations and Experiences para a América Latina (Ana Azevedo/M&E)
Marcos Barros, vice-presidente de Vendas e Marketing da Universal Destinations and Experiences para a América Latina (Ana Azevedo/M&E)

O ano de 2025 colocou a Universal Destinations & Experiences no centro das transformações mais relevantes da indústria global de parques e entretenimento. A inauguração do Epic Universe, em maio, reposicionou o Universal Orlando Resort em escala e complexidade operacional, alterando de forma estrutural seu papel na decisão de viagem e deixando de atuar apenas como complemento do destino Orlando.

Segundo Marcos Barros, vice-presidente de Vendas e Marketing da Universal para a América Latina, o ano exigiu uma mudança profunda na forma de dialogar com o mercado. Mais do que lançar um novo parque, a empresa precisou reorganizar processos, discurso e suporte ao trade para acompanhar uma operação significativamente maior e mais integrada.

“O Epic Universe elevou o Universal Orlando a outro patamar. Isso muda o produto, muda o tempo de permanência do visitante e muda o papel do agente de viagens, que passa a atuar de forma muito mais consultiva”, afirma Barros.

Mapa do Universal Epic Universe (Divulgação/Universal Parks) parques , disney, united parks, hopi hari, universal parks
Mapa do Universal Epic Universe (Divulgação/Universal Parks)

Essa virada ocorreu em paralelo a um desempenho financeiro robusto. No terceiro trimestre de 2025, a divisão de parques da Comcast registrou crescimento de 18,7% na receita, alcançando US$ 2,71 bilhões, impulsionado diretamente pela operação do Epic Universe. O EBITDA ajustado do segmento avançou 13,1%, mesmo diante do aumento dos custos operacionais associados à expansão.

Para Barros, os números refletem uma mudança estrutural no modelo de destino. “Não estamos falando apenas de uma atração nova. Estamos falando de um produto que amplia a permanência, impacta o gasto médio e estabelece uma relação diferente com o consumidor”, diz.

No campo comercial, a resposta da Universal foi intensificar o investimento em capacitação, com treinamentos presenciais, famtrips e maior proximidade com operadoras e agências. A estratégia buscou reduzir assimetrias de informação em um ano marcado por alto interesse do consumidor e, ao mesmo tempo, por dúvidas relacionadas à logística, à integração entre parques e à hotelaria.

“O nosso foco em 2025 foi dar segurança ao trade. Um destino desse tamanho não se vende por impulso. Ele se vende com conhecimento”, afirma o executivo.

Esse esforço começou a se refletir de forma concreta no comportamento do mercado brasileiro. Segundo Barros, operadoras de grande porte já reportam aumento consistente na demanda por ingressos da Universal para a alta temporada entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, com desempenho superior ao observado no mesmo período do ano anterior. “O mercado brasileiro respondeu rápido. Janeiro e fevereiro de 2026 já estão mais fortes do que em 2025”, afirma.

Expandir e integrar

Do sucesso de 2025 às grandes estreias de 2026: veja o que vem por aí no setor de Parques
A Fast & Furious: Hollywood Drift será a primeira montanha-russa ao ar livre de alta velocidade da Califórnia (Divulgação/M&E)

Em janeiro de 2026, a Universal Destinations & Experiences passa a comercializar o Universal All Parks Ticket, ingresso desenvolvido exclusivamente para mercados internacionais. O produto garante acesso ilimitado aos quatro parques do complexo em Orlando por até 14 dias consecutivos, com entrada e saída livres no mesmo dia. A proposta altera diretamente a dinâmica da visita, incentivando a distribuição das experiências ao longo da semana e reduzindo a lógica de consumo concentrado em um único parque por dia.

Segundo a companhia, o lançamento responde a uma mudança objetiva no comportamento do visitante internacional, que passa a estruturar a viagem com a Universal como eixo central do roteiro, e não mais como complemento da estadia em Orlando. Na prática, o ingresso amplia o papel consultivo do agente de viagens, que assume protagonismo na definição do tempo de permanência, da combinação entre parques e da integração com hotelaria e benefícios associados.

Fora da Flórida, 2026 também terá entregas relevantes com calendário definido. No Universal Studios Hollywood, o Fan Fest Nights retorna a partir de abril, com datas selecionadas ao longo da primavera norte-americana, reunindo experiências imersivas ligadas à cultura pop, à ficção científica e à fantasia.

No mesmo ano, o parque inaugura a Fast & Furious: Hollywood Drift, primeira montanha-russa ao ar livre de alta velocidade do destino e a mais rápida já desenvolvida pela Universal. A atração incorpora veículos com rotação de 360 graus e tecnologia de redução sonora, estabelecendo um novo padrão técnico que passa a orientar futuras expansões da marca.

Outro movimento estratégico é a abertura do Universal Kids Resort, prevista para 2026, com foco em famílias com crianças pequenas. O projeto amplia o alcance demográfico da empresa e reforça a diversificação de formatos, ao apostar em um parque de menor escala fora dos grandes complexos tradicionais. Em Las Vegas, a experiência Universal Horror Unleashed consolida o modelo de atrações permanentes independentes de parques completos, ampliando a presença da marca em novas geografias e públicos.

Expansão europeia

Do sucesso de 2025 às grandes estreias de 2026: veja o que vem por aí no setor de Parques
Projeto já confirmado pela Universal avança com liberação governamental e tem abertura prevista para 2031 (Divulgação/Universal)

Fora do eixo norte-americano, a Universal Destinations & Experiences deu em 2025 o passo mais concreto até agora para sua entrada no mercado europeu. O projeto doUniversal Studios UKrecebeu autorização formal do governo britânico para início das obras, por meio de uma Special Development Order, instrumento que permite acelerar o licenciamento e dispensar etapas do planejamento local tradicional.

Com o aval, a previsão é que a construção comece em janeiro de 2026, em uma antiga área industrial de Bedford, cidade localizada a cerca de 90 minutos de Londres. A abertura do parque segue estimada para 2031, conforme cronograma previamente divulgado pelaNBCUniversal.

Embora a empresa ainda não tenha detalhado oficialmente atrações, áreas temáticas ou propriedades intelectuais, imagens conceituais já indicam um parque de grande escala, com lago central, ampla área de entrada e estruturas voltadas a atrações de alto impacto. Informações preliminares apontam que algumas montanhas-russas podem alcançar até 115 metros de altura, superando os recordes atualmente em operação no Reino Unido.

Do sucesso de 2025 às grandes estreias de 2026: veja o que vem por aí no setor de Parques
Projeto promete viagens rápidas e menos trânsito nas estradas (Divulgação)

No entorno, a infraestrutura começa a ser preparada para absorver o impacto turístico esperado. A região de Bedfordshire passa por investimentos ferroviários relevantes, incluindo a modernização e reposicionamento da estação de Stewartby, que integrará a expansão daEast West Rail. A previsão é de até cinco trens por hora nos horários de pico, conectando Bedford a centros como Oxford, Cambridge e Milton Keynes, além de melhorias na estação central da cidade.

O projeto posiciona o Universal Studios UK como a primeira operação de parque temático completo da empresa na Europa e sinaliza uma estratégia de crescimento baseada em diversificação geográfica e acesso a novos mercados emissores. Para o setor de turismo, o avanço consolida o Reino Unido como um novo polo de entretenimento de grande escala, com impactos esperados sobre hotelaria, mobilidade, geração de empregos e fluxo internacional de visitantes.



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