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Taxas dos DIs caem na contramão dos Treasuries em dia de ajustes

Taxas dos DIs caem na contramão dos Treasuries em dia de ajustes

Em uma sessão sem gatilhos fortes para os preços, as taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em baixa, com investidores reduzindo parte dos prêmios incorporados à curva recentemente, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries subiam.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,185%, em baixa de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,289% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa para janeiro de 2035 marcava 13,635%, em queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,717%.

Na quinta-feira, alguns comentários do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foram considerados “dovish” (brandos) pelo mercado, que interpretou que a decisão da instituição sobre juros em janeiro segue indefinida. Isso fez as taxas dos DIs perderem força na véspera e fecharem distantes dos picos do dia.

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Nesta sexta-feira, na ausência de “notícias ruins”, como destacou um operador à Reuters, investidores aproveitaram para seguir reduzindo parte dos prêmios incorporados à curva a termo desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou, em 5 de dezembro, sua candidatura à Presidência em 2026.

Após abrir perto dos ajustes da véspera, as taxas dos DIs se firmaram em queda durante a manhã, com os investidores apenas monitorando o noticiário político.

No início do dia, uma operação da Polícia Federal mirou nos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) por supostos desvios de recursos de cotas parlamentares. Os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão.

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Sóstenes é líder do PL na Câmara e foi um dos principais articuladores do projeto de lei da Dosimetria, que altera as penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em Brasília, o Congresso se debruçava nesta tarde sobre o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026. A proposta, aprovada durante a tarde na Comissão Mista de Orçamento (CMO), prevê um superávit primário de R$34,5 bilhões no próximo ano, ligeiramente acima da meta fiscal de R$34,3 bilhões, que equivale a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

O recuo das taxas dos DIs ocorreu a despeito de, no exterior, os rendimentos dos Treasuries estarem em alta. Às 16h33, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 4 pontos-base, a 4,151%.c



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