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Quem é o homem que discursou a favor de prisão de Bolsonaro em vigília

Quem é o homem que discursou a favor de prisão de Bolsonaro em vigília

A vigília evangélica conclamada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi marcada por uma confusão na noite de sábado, quando o evangélico Ismael Lopes, de 34 anos, pediu para discursar. O jovem — que acumula 35 mil seguidores do Instagram e se diz membro do conselho de participação social da presidência da República — leu uma passagem bíblica dizendo que “quem cava covas por elas será engolido”. Em seguida, pediu para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse condenado por ações durante a pandemia de Covid-19 que levaram à morte de 700 mil pessoas.

Lopes é membro da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, a mesma organização que realiza os eventos da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com evangélicos em diferentes estados do país. O rapaz também já representou o coletivo em ao menos uma reunião do Conselho de Participação Social da Presidência da República, em dezembro de 2024.

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Ele não é pastor e milita por causas progressistas e de esquerda nas redes sociais. Em seu perfil no Facebook, por exemplo, Lopes escolheu como imagem de capa uma ilustração vermelha com os rostos de Karl Marx, Vladimir Lênin, Joseph Stálin e Mao Tsé-Tung, líderes do comunismo.

Ele costuma abordar questões políticas em vídeos postados no Instagram. Em agosto, Lopes participou de uma reunião com o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência Márcio Macêdo. A pasta tem como atribuição fazer interlocução do governo com a sociedade civil e os movimentos sociais.

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Lopes também defende que o “amor ao próximo só é possível com o ódio de classe”:

“Acreditamos que esse esse amor, como prática cristã, deve ser direcionado À todas e todos indiscriminadamente. Porém, como é possível amar e coadunar com um sistema que explora o trabalho e rouba a riqueza produzida pela trabalhadora e trabalhador? Deus ama a todos, mas o evangelho é para os pobres (Lucas 4:18) e para os ricos o arrependimento e o abandono de sua posição de explorador ou a danação, como canta Maria no magnificat (Lucas: 46 ao 56)”, afirma Lopes, em postagem com a hashtag “comuna”.

Confusão em vigília

Imediatamente após a leitura, Lopes saiu correndo e foi perseguido e agredido por simpatizantes de Bolsonaro. A Polícia Militar (PM) apartou os agressores do evangélico com spray de pimenta. Em seguida, ele foi escoltado até entrar em um carro de aplicativo. Aos policiais, Lopes disse que sabia que corria riscos de sofrer agressões e que seu ato foi consciente.

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O rapaz recebeu socos e pontapés, além de ter uma das mangas da camisa social que vestia rasgada. Flávio Bolsonaro pediu que os presentes ao evento não agredissem Lopes, mas foi ignorado.

O jovem, que vive em Brasília, diz que não veio em ação coordenada da Frente, mas que avisou lideranças do movimento que tentaria discursar no evento bolsonarista. Lopes afirma que, para poder discursar na vigília, apresentou-se como representante de um movimento evangélico que está presente em 19 estados.



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