Com a conta internacional da XP, investir no exterior virou uma realidade acessível a partir de US$10. Especialistas explicam por que a dolarização deixou de ser luxo e virou necessidade.
Participantes do episódio 244 do programa GainCast, Rodolfo Buim — responsável por produtos e serviços e estratégia internacional da XP — e Maria Irene Jordão — estrategista global do time de research — explicaram por que olhar para fora do Brasil é mais do que uma tendência: é uma forma inteligente de proteger patrimônio, ampliar oportunidades e diversificar risco cambial. “O acesso está super fácil”, resume Buim.
Segundo ele, hoje é possível abrir uma conta de investimento internacional em dois minutos diretamente pelo aplicativo da XP, sem custo, e iniciar aportes com valores tão baixos quanto US$10 a US$15. “Você pode inclusive entrar ali, abrir sua conta, não tem custo nenhum, navegar, olhar a experiência, o que que tem ali, você tem análise dentro do próprio aplicativo ali de parceiros”, explica.
A XP transformou essa experiência em algo prático e acessível, com câmbio automatizado, integração entre contas no Brasil e no exterior, e uma plataforma 100% digital. “Você não precisa ter muito dinheiro, não precisa ser um investidor extremamente sofisticado”, afirma Buim.
Real instável, mundo acessível
Irene Jordão reforça que diversificar fora do Brasil não é apenas uma questão de explorar novas oportunidades, mas também de proteção. “Nossa moeda não é uma moeda de referência, é uma moeda muito arriscada”, alerta.
Para a estrategista, o problema não está no dólar se valorizar, mas na fragilidade do real diante de fatores domésticos. “A gente não tá olhando pro risco dos Estados Unidos, a gente tá olhando pro risco local”, completa.
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Mesmo produtos e serviços do dia a dia, como alimentos, eletrônicos e viagens, têm forte correlação com o dólar — o que faz da exposição cambial uma forma indireta de manter poder de compra no longo prazo. “Se você quer proteger o seu patrimônio a longo prazo e pensar na preservação do poder de compra, que é em última instância, você precisa dolarizar. Isso não é nenhuma questão”, conclui Irene.
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Setores cíclicos vs inovação global
Além da proteção cambial, investir fora do país oferece exposição a setores pouco acessíveis no Brasil. “Quando você olha a economia do Brasil, ela é extremamente cíclica. Aqui é commodity, é banco e acabou”, aponta Irene.
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Esse cenário limitado contrasta com as oportunidades lá fora. Já no mercado internacional, é possível montar portfólios com empresas de tecnologia, inteligência artificial, biotecnologia, consumo global, comunicação, saúde, segurança cibernética e marcas de consumo premium — segmentos que raramente estão representados na Bolsa brasileira.
Segundo Irene, a inovação — que impulsiona crescimento de longo prazo e agrega valor real aos portfólios — é um motor que simplesmente não está disponível no mercado local. “Você fala: ‘Ah, eu quero a próxima Nvidia’. Ela não vai estar aqui”, afirma.
Essa ausência de inovação na bolsa local reforça a importância de olhar para mercados mais maduros. Para ela, a decisão de investir fora também passa por buscar crescimento em setores com alto potencial de transformação. “Olhar para fora é buscar esse ecossistema de inovação que vai trazer uma possibilidade de rentabilizar sua carteira ainda mais.”
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ETFs como ferramenta-chave
Para facilitar o acesso e a diversificação, a XP oferece diversas carteiras recomendadas de ETFs e ações globais. “Nós temos também a carteira de ações, a Top Ações Globais e a Top Dividendos Globais, além de outras que nós construímos em parceria com alguns outros times”, detalha Irene.
Ela explica que os portfólios são construídos com análise diligente e colaborativa. “São portfólios bem interessantes para você ter ali algumas possibilidades de alocação em renda fixa”, afirma.
Entre os exemplos práticos usados nas carteiras da XP, ela cita o ETF DVY, que replica o índice Dow Jones Dividend e é usado como referência na carteira de ações pagadoras de dividendos. “A possibilidade de investir via ETFs é fantástica do ponto de vista de alocação, de construção de portfólio”, observa Irene.
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Uma nova lógica de investimento
Na avaliação de Buim, os ETFs permitem montar estratégias robustas mesmo com pouco capital. “Eu acho que hoje é difícil você pensar numa estratégia com diversificação que você não vai ter um ETF que replique isso para te ajudar”, pontua.
Combinando facilidade tecnológica, curadoria de carteiras e a segurança da jurisdição americana, a plataforma da XP ampliou as fronteiras do investidor brasileiro. “A gente montou a plataforma com a nossa clearing lá fora já pensando nisso. Vamos democratizar”, afirma Buim.
Para Irene, o raciocínio é simples: quem deseja investir melhor, com mais proteção e mais opções, precisa abrir a cabeça — e a carteira — para o mundo. “Se você pensa em proteção de patrimônio e em ganho de capital, você não pode ignorar o mercado lá fora”, conclui.
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