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Justiça manda apreender passaporte de dono da Outsider após série de calotes – M&E

Justiça manda apreender passaporte de dono da Outsider após série de calotes – M&E

Fernando Sampaio, sócio da Outsider Turismo (Reprodução/Facebook)

A Justiça do Rio determinou a apreensão do passaporte e a suspensão da CNH de Fernando Sampaio, sócio da Outsider Turismo, após sucessivas tentativas fracassadas de localizar bens para pagar dívidas acumuladas na empresa. A decisão, tomada pela 6ª Vara Cível, atende ao processo de uma cliente que afirma ter ficado sem viajar para a final da Libertadores de 2022 em Guayaquil. Segundo a juíza Flavia Babu Capanema Tancredo, há “esgotamento de todas as medidas possíveis” e indícios de “insolvência” e “esvaziamento patrimonial”.

A Outsider acumula mais de 600 processos e registros de ocorrência em 21 estados e no Distrito Federal, a maioria envolvendo pacotes que não foram entregues ou vouchers considerados falsos. Um desses casos é o do advogado Daniel Blanck, que afirma ter sofrido prejuízo de R$ 200 mil após contratar a agência para organizar seu casamento na Tailândia, em 2019. Ele relata que convidados chegaram a hotéis sem reserva e que vouchers de hospedagem eram inválidos. Sampaio nega o débito e diz ter quitado a dívida em 2020.

Outro processo relevante envolve uma empresa de Salvador que contratou a Outsider para a final da Libertadores de 2023. O serviço não foi entregue, e a dívida, inicialmente de R$ 3,6 milhões, já chega a R$ 5,9 milhões. Relatórios da 2ª Vara Cível da Bahia mostram repetidas tentativas de bloqueio de valores por meio da chamada “teimosinha”, todas sem sucesso, já que contas vinculadas à empresa permanecem sem saldo.

A dificuldade em encontrar o empresário também chamou atenção dos tribunais. Endereços atribuídos à Outsider, incluindo um na Barra da Tijuca, não apresentavam movimento, e mandados de intimação retornaram sem cumprimento. Mesmo com a apreensão do passaporte, Sampaio afirma que “não viajou com documento bloqueado” e que não possui CNH.

Com a retenção dos documentos e processos em andamento em vários estados, cresce a pressão para que o empresário apresente garantias de pagamento. Enquanto isso, clientes seguem sem reembolso e afirmam que a situação ultrapassa perdas financeiras: envolve viagens frustradas, casamentos comprometidos e experiências que, para muitos, não têm como ser refeitas.

*Com informações do G1



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