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EUA ampliam uso de balão radar no Caribe em meio a tensões com a Venezuela

EUA ampliam uso de balão radar no Caribe em meio a tensões com a Venezuela

Os Estados Unidos reforçam o uso do balão de radar TARS em Porto Rico para ampliar a vigilância aérea e marítima no Caribe

Os Estados Unidos intensificaram o uso do sistema aerostático de radar Tethered Aerostat Radar System (TARS) operado em Lajas, Porto Rico, ampliando a vigilância aérea e marítima sobre o Caribe em meio ao aumento das tensões regionais e das preocupações com a segurança.

O balão, equipado com o radar Lockheed Martin L-88, opera entre 10 mil e 15 mil pés de altitude e fornece cobertura de longo alcance para detectar aeronaves de baixa altitude e embarcações em rotas próximas às fronteiras e corredores marítimos estratégicos.

Os dados são transmitidos em tempo real ao Caribbean Air and Marine Operations Center (CAMOC) e a outros centros de comando, permitindo rastreamento contínuo de movimentos suspeitos.

O sistema é operado pelo U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos responsável pela proteção e controle das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas. O TARS oferece capacidade mais eficiente em custo quando comparado aos demais sistemas de vigilância dos Estados Unidos.

Segundo Richard Booth, diretor de operações do CBP, “o TARS é a capacidade mais eficiente em custo que possuímos”, destacando o papel do sistema como alternativa de vigilância de longo alcance e baixo custo.

Atuais instalações do sistema TARS operado pelo U.S. Customs and Border Protection

Cada aeróstato é ancorado a uma estação terrestre e pode identificar aeronaves em um raio de até 200 milhas. Criado há mais de 30 anos, o programa foi desenvolvido para interceptar voos de contrabandistas que cruzavam o Caribe em baixa altitude. “O aeróstato funciona como um satélite de baixa altitude, mas muito mais econômico de operar”, explicou Booth.

O radar instalado nos balões permite observar aeronaves e embarcações que escapam de radares convencionais, funcionando como uma alternativa persistente e de baixo custo às patrulhas aéreas tripuladas.

Fontes de monitoramento indicam aumento recente na frequência de operação do sistema em Porto Rico. O reforço coincide com o alerta do Departamento de Defesa e do Comando Sul dos EUA sobre possíveis movimentações militares da Venezuela, o que levou à ampliação do monitoramento regional.





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