O governo federal confirmou que o horário de verão não será retomado em 2025. O anúncio foi feito pelo Ministério de Minas e Energia (MME) neste domingo (12) e mantém inalterada a rotina dos brasileiros, sem necessidade de ajustes no relógio. A decisão é baseada em estudos técnicos que indicam que a medida teria impacto mínimo na economia de energia, além de não ser necessária diante do atual cenário do sistema elétrico nacional.
Segundo o MME, os reservatórios das hidrelétricas estão em “níveis confortáveis” e as perspectivas climáticas contribuem para a segurança energética. Projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apontam chuvas dentro da média histórica para 2025, enquanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avaliou que a adoção do horário de verão geraria resultado pouco significativo para a operação do sistema.
O ministro Alexandre Silveira afirmou que a prioridade do governo é garantir estabilidade de fornecimento sem recorrer a medidas emergenciais. “O horário de verão só voltará a ser discutido se o país enfrentar uma situação real de risco energético”, disse. A prática está suspensa desde 2019, após estudos demonstrarem que a economia obtida com a mudança no fuso era baixa e concentrada apenas em horários de pico.
O governo explica que alterações no padrão de consumo reduziram a eficácia da política. Com a popularização do ar-condicionado e maior demanda no período da tarde, a mudança no relógio deixou de representar vantagem operacional. Em vez disso, a estratégia atual do setor elétrico aposta em ações preventivas e na diversificação da matriz energética.
Entre as medidas em curso estão a otimização de grandes hidrelétricas como Itaipu, Jupiá e Porto Primavera, aliada ao monitoramento em tempo real do sistema pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Paralelamente, fontes renováveis como solar e eólica seguem em expansão e hoje representam uma parcela crescente da geração no país. Segundo o MME, não há previsão de sobrecarga no sistema ao menos até fevereiro de 2026.
Além de ampliar a oferta, o governo investe em modernização de usinas e linhas de transmissão, além de incentivar projetos de armazenamento de energia. Essas ações, segundo a pasta, são consideradas mais eficientes e de impacto mais duradouro do que o horário de verão.
Na prática, a decisão mantém a rotina dos brasileiros sem mudanças. Estados que historicamente adotavam a medida, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, permanecem com o horário padrão de Brasília durante todo o ano. O setor de transportes, especialmente aviação e logística, também não precisará realizar ajustes operacionais.

