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Três aviões da Embraer são vendidos na África

Três aviões da Embraer são vendidos na África

Governo de Botswana vende três aeronaves da Embraer como parte de plano de reestruturação local

O governo de Botswana, na África, anunciou a venda de três aeronaves da frota da sua companhia aérea estatal, já com compradores definidos. A medida faz parte de uma estratégia de revitalização, que passará a operar com aeronaves em regime de leasing. Entre os modelos negociados estão os ERJ-145 e E-170.

Segundo o presidente de Botswana, Duma Boko, a decisão corrige erros de gestão anteriores, quando a aquisição de aviões sem avaliação técnica adequada comprometeu a eficiência operacional.

Frota envolvida na negociação

De acordo com informações do jornal Botswana Gazette, os ativos colocados à venda incluem dois Embraer ERJ-145 e um Embraer E175.

O E175 foi recebido em agosto de 2024, mas permaneceu meses parado em Gaborone, devido a atrasos regulatórios e questões técnicas. A aeronave entrou em operação apenas em maio deste ano e atualmente voa rotas regionais e domésticas.

Os dois ERJ-145 foram adquiridos com apoio estatal em 2024 e operados temporariamente pela Westair Aviation, da Namíbia, devido a restrições regulatórias e necessidade de treinamento de tripulações. Ambos estão inoperantes em Windhoek desde o início do segundo semestre.

A companhia também publicou edital para alienação de um conjunto de trem de pouso de E175 avaliado em US$ 915 mil (R$ 4,88 milhões), atualmente em processo de revisão na Alemanha.

Mudança de modelo operacional

A estratégia anunciada prevê que a Air Botswana passe a utilizar aeronaves arrendadas, prática comum em transportadoras de porte equivalente no mercado africano. O governo afirma que a mudança visa liberar capital antes imobilizado em ativos parados e aumentar a flexibilidade operacional.

Situação atual da frota

Atualmente, a Air Botswana mantém em operação um Embraer E170 e duas aeronaves ATR 72-600. O plano de desinvestimento inclui também a tentativa de venda do último ATR 42-500, colocada em prática pela segunda vez após insucesso em 2022.





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