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MPF aponta 749 pistas clandestinas na Amazônia e pede plano emergencial

MPF aponta 749 pistas clandestinas na Amazônia e pede plano emergencial

MPF pede à Justiça a criação de um plano emergencial de fiscalização para combater pistas de pouso clandestinas ligadas ao garimpo ilegal

O Ministério Público Federal anunciou hoje (15), que acionou a Justiça para que determine, em caráter de urgência, a criação de um Plano de Ação e Fiscalização voltado ao combate de pistas de pouso clandestinas associadas ao garimpo ilegal nos estados do Amazonas, Rondônia e Roraima.

De acordo com o pedido, a execução deverá ser conjunta entre ANAC, institutos federais e estaduais, além do governo de Rondônia.

Estrutura do plano

O documento solicitado deverá detalhar medidas de fiscalização, repressão e responsabilização administrativa de aeródromos irregulares, além de prever o controle do uso de aeronaves em atividades ligadas à mineração ilegal.

O objetivo é assegurar que cada instituição atue dentro de suas competências, mas de forma coordenada e permanente”, destacou o MPF em nota.

Impacto das pistas clandestinas

Segundo o MPF, as pistas de pouso irregulares são fundamentais para a logística do garimpo ilegal, principalmente em áreas remotas, como terras indígenas e unidades de conservação. Aviões e helicópteros têm sido utilizados para transporte de garimpeiros, combustíveis, insumos e para o escoamento de minérios extraídos sem autorização.

Essa prática, segundo o MPF, afeta diretamente o meio ambiente, ameaça os direitos de populações tradicionais e coloca em risco a soberania nacional sobre recursos estratégicos.

Números da expansão

Durante as investigações, o MPF identificou 749 pistas clandestinas em 2024, das quais 175 localizadas em terras indígenas. Em abril deste ano, o total subiu para 844, representando um crescimento de quase 13% em apenas um ano.

Dificuldades institucionais

O levantamento apontou falhas de fiscalização, omissão na aplicação de sanções e ausência de destruição das pistas ilegais.

A ANAC reconheceu que existe a utilização de alguns aeródromos em crimes ambientais, mas afirmou que a eliminação dessas estruturas não está entre suas atribuições. A Força Aérea Brasileira informou que a destruição depende de regulamentação específica, embora haja previsão legal em casos de atividades hostis. Órgãos ambientais também relataram limitações operacionais para atuar no tema.

Medidas requeridas

O MPF pede que a Justiça determine a adoção permanente de ações de fiscalização ambiental, repressão ao uso irregular do espaço aéreo, destruição de pistas clandestinas e aplicação de sanções administrativas.

A iniciativa é conduzida pelo 2.º ofício da Amazônia Ocidental do MPF, especializado no combate à mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.





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