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Colombiana é a 1ª no mundo a fazer cirurgia para tratar depressão crônica; entenda

Colombiana é a 1ª no mundo a fazer cirurgia para tratar depressão crônica; entenda

A colombiana Lorena Rodríguez, 34 anos, tornou-se a primeira pessoa no mundo a passar por uma cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS) com quatro eletrodos para tratar depressão resistente.

O procedimento inédito foi realizado em abril de 2025, em Bogotá, pelo neurocirurgião William Contreras.

Histórico do caso

  • Diagnóstico: transtorno misto de ansiedade e depressão resistente a tratamentos convencionais.
  • Tratamentos anteriores: mais de cinco tipos de antidepressivos, ansiolíticos, estabilizadores do humor, diferentes psicoterapias, meditação, medicina funcional, mudanças de país e práticas espirituais — todos com alívio apenas temporário.
  • Impacto na vida: crises de ansiedade, episódios depressivos, enxaquecas e dificuldade até para realizar tarefas simples, como levantar da cama.

Segundo Contreras, a DBS é indicada para casos em que métodos convencionais já falharam, oferecendo modulação contínua e reversível dos circuitos cerebrais ligados ao humor e à motivação.

Como foi a cirurgia

  • Alvos da estimulação: área subgenual do córtex cingulado (SCG25), associada à tristeza profunda, e braço anterior da cápsula interna, que conecta áreas do pensamento racional a estruturas emocionais, como o núcleo accumbens.
  • Técnica inédita: uso de quatro eletrodos — dois em cada hemisfério — para atingir múltiplos circuitos cerebrais relacionados a sintomas como ruminação, culpa, ansiedade e tristeza.
  • Planejamento: mapeamento cerebral por ressonância magnética de alta resolução e tractografia, identificando conexões e áreas específicas para estimulação.
  • Procedimento: parte da cirurgia foi feita com a paciente acordada, para testar respostas aos estímulos em tempo real.

Como funciona a estimulação cerebral profunda (DBS)

  1. Mapeamento do cérebro para localizar áreas específicas ligadas aos sintomas.
  2. Implantação de eletrodos muito finos em regiões profundas do cérebro.
  3. Conexão a um neuroestimulador implantado no tórax, que envia impulsos elétricos constantes para regular a atividade dos circuitos cerebrais.
  4. Resultados esperados: 40% a 60% dos pacientes apresentam melhora significativa; 20% a 30% alcançam remissão duradoura.

Recuperação e primeiros resultados

  • Pós-operatório: dores de cabeça e cansaço nos primeiros dias.
  • Melhoras iniciais: sensação de “tirar um peso do peito” e percepção de luz e alívio emocional.
  • Ajustes no neuroestimulador: têm proporcionado momentos inéditos de estabilidade e possibilidade de planejar o futuro.

Significado do procedimento

Para Contreras, o caso é um marco para a medicina latino-americana, demonstrando capacidade científica e tecnológica para oferecer tratamentos avançados no próprio continente.

Lorena resume o impacto:

“Ainda sou eu, mas agora tenho espaço para viver, não só resistir. Escolhi a vida mais uma vez — e, desta vez, com esperança real.”

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