O ator e comediante britânico Russell Brand, de 51 anos, foi considerado culpado de estupro e três agressões sexuais após julgamento no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, nesta quinta-feira (5). Ele foi condenado por abusar de quatro mulheres, incluindo uma fã de 21 anos que conheceu depois de um show no Hammersmith Apollo, em 2009. Brand negou todas as acusações e foi absolvido de outras três imputações, entre elas duas de estupro e uma de tentativa de atentado ao pudor.
Após a divulgação dos veredictos, o juiz advertiu o ator de que ele poderá receber uma pena de prisão. Durante o julgamento, que durou um mês, sua mulher, Laura Gallacher, acompanhou as sessões. Segundo o relato do Daily Mail, ela chorou ao ouvir a decisão. Pouco antes do anúncio, Brand teria dito a ela: — Laura, eu te amo.
Novas denúncias podem levar a outro julgamento
A condenação também pode abrir caminho para novas acusações. Promotores avaliam denúncias de outras mulheres, incluindo o caso de uma adolescente de 16 anos que teria sido abusada por Brand após ser aliciada quando ele tinha 30. Identificada pelo pseudônimo Alice em uma reportagem do programa Dispatches, do Channel 4, ela afirmou que um carro da BBC a levou da escola até a casa do ator, onde teria sido violentada.
De acordo com o Daily Mail, pelo menos outras duas mulheres procuraram as autoridades antes do julgamento, mas o Ministério Público britânico limitou o processo a seis denunciantes. Os investigadores agora avaliam se há elementos para apresentar novas acusações e realizar um segundo julgamento.
Brand também responde a processos na esfera cível, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Um deles foi movido por uma mulher que pede £ 100 mil em indenização por suposto abuso sexual em Los Angeles, em 2008. Em Nova York, outra ação envolve uma figurante do filme Arthur, de 2010, que acusa o ator de agressão sexual durante as gravações.
O superintendente de polícia Andy Furphy classificou a condenação como um possível marco para outras vítimas.
“O veredicto de hoje é, antes de tudo, um testemunho da extraordinária coragem, resiliência e determinação das mulheres que se apresentaram e denunciaram o que lhes aconteceu”, afirmou.
O investigador também declarou que Brand teria usado sua fama e influência para explorar mulheres e disse esperar que a decisão demonstre que ninguém está acima da lei, independentemente de sua notoriedade.
