Air France-KLM registrou receita de 9,92 bilhões de euros no terceiro trimestre de 2026, alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2025
A Air France-KLM divulgou nesta quinta-feira (5), os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, reportando lucro líquido de 938 milhões de euros, alta de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, porém, houve queda de 24,9%, com 877 milhões de euros.
Entre julho e setembro, o grupo teve receita de 9,92 bilhões de euros, alta de 7,6% na comparação anual, e transportou 29,7 milhões de passageiros no trimestre, avanço de 1,8%.
O resultado foi sustentado por demanda resiliente, estratégia de premiumização e execução comercial nas redes de passageiros e carga. A receita unitária de passageiros cresceu 6,9%, com o desempenho nas rotas para América do Norte, Ásia, África e América Latina. No segmento de carga, a receita unitária subiu 21,9% a câmbio constante.
O impacto do combustível foi de 436 milhões de euros após hedge no trimestre em relação a 2025, em contexto de elevação de preços ligada à situação geopolítica. Segundo o grupo, o crescimento de receita unitária, estimado em 592 milhões de euros, compensou o efeito do combustível.
Malha, frota e operação
A frota de nova geração representa 39% das aeronaves em operação, alta de sete pontos percentuais ano a ano. Essas aeronaves consomem até 25% menos combustível por passageiro-quilômetro e reduzem ruído em até 63%. O plano prevê até 80% até 2030.
Na divisão por companhia, a Air France transportou 10,9 milhões de passageiros no total da malha (-6,0%), a KLM transportou 9,7 milhões de passageiros (+4%) e a Transavia transportou 9,1 milhões de passageiros (+10,4%).
Projeções
Para o exercício de 2026, o grupo atualizou a projeção de capacidade para alta de cerca de 2% em relação a 2025, ante faixa anterior de 2% a 3%, refletindo disciplina de oferta e foco em rentabilidade.
A conta de combustível para 2026 é estimada em 9,2 bilhões de euros, ante 8,9 bilhões indicados no trimestre anterior.
O grupo informou rebalanceamento de capacidade no trimestre: após ampliar oferta para Ásia e África Oriental no fim do primeiro e no segundo trimestre, a oferta foi ajustada à medida que a capacidade de concorrentes do Golfo retornou, com realocação para América do Norte e do Sul.
