A Boeing fechou o terceiro trimestre de 2026 com prejuízo de US$ 116 milhões, queda de 97,8% em relação ao mesmo período de 2025
A Boeing divulgou nesta terça-feira (27), os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, reportando prejuízo de US$ 116 milhões, queda de 97,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre julho e setembro, o fabricante norte-americano registrou receita de US$ 24,2 bilhões, impulsionada principalmente pelo aumento do volume de negócios nas áreas de defesa e serviços.
Em 30 de setembro, a empresa possuía US$ 20,7 bilhões em caixa e investimentos em títulos negociáveis, ante US$ 20 bilhões no início do período.
Aviação comercial
A divisão de aviação comercial registrou receita de US$ 10,7 bilhões no terceiro trimestre, com margem operacional negativa de 6,5%.
O desempenho foi afetado principalmente por uma combinação de entregas menos favorável, aumento dos custos projetados associados a futuros ajustes nas taxas de produção e maiores estimativas de custos na cadeia de suprimentos.
No terceiro trimestre de 2025, a margem operacional da divisão também havia sido impactada por uma despesa relacionada ao programa 777X.
Programa do 737 MAX
O programa do 737 MAX continua avançando em direção a uma taxa de produção estabilizada de 47 aeronaves por mês.
Durante o trimestre, o 737 MAX 7 recebeu da agência de aviação civil dos Estados Unidos (FAA) uma certificação de tipo com alterações. Já o 737 MAX 10 obteve a certificação este mês.
A Boeing registrou trezentos pedidos líquidos de aeronaves comerciais no trimestre, incluindo encomendas de Turkish Airlines, Ethiopian Airlines e Lufthansa.
As entregas de aviões comerciais somaram 161 unidades no período. O backlog da divisão chegou a mais de 6.300 aeronaves, avaliadas em aproximadamente US$ 612 bilhões.
787 e 777X
A produção do 787 permaneceu em oito aeronaves por mês durante o trimestre. No 777X, a Boeing continuou os testes de voo relacionados à certificação do 777-9. O primeiro 777X permanece previsto para ser entregue em 2027.
Defesa e espaço
A divisão de defesa, espaço e segurança registrou receita de US$ 7,9 bilhões, com crescimento associado principalmente ao maior volume de atividades.
A margem operacional foi de 6,2%, resultado influenciado por um ganho de US$ 252 milhões relacionado à venda da participação na HRL Laboratories, além de melhora no desempenho operacional.
No trimestre, a Boeing foi selecionada pela Marinha dos Estados Unidos para projetar, construir e entregar o caça de próxima geração F/A-XX. O contrato ainda não foi incorporado ao backlog, pois dependia da conclusão do processo de seleção e avaliação da fonte contratada.
A empresa também recebeu um contrato de sete anos para ampliar a produção do sistema de busca do PAC-3.
O backlog da divisão de defesa, espaço e segurança atingiu US$ 101 bilhões, dos quais 23% correspondem a pedidos de clientes fora dos Estados Unidos.
Serviços globais
A área de serviços globais registrou receita de US$ 5,6 bilhões, também beneficiada pelo aumento do volume de negócios.
A margem operacional foi de 18,3%, refletindo principalmente efeitos favoráveis de volume e composição das atividades.
Entre os novos contratos, a divisão recebeu uma concessão do Exército dos Estados Unidos para fornecer serviços de manutenção à frota de helicópteros de ataque AH-64 Apache.
O backlog da Global Services terminou o trimestre em US$ 33 bilhões.
Backlog recorde
Somadas as três principais áreas de negócios, a Boeing encerrou o terceiro trimestre com US$ 745 bilhões em pedidos pendentes, novo recorde para a companhia.
A aviação comercial concentra a maior parcela desse volume, com mais de 6.300 aeronaves e US$ 612 bilhões em backlog, enquanto defesa, espaço e segurança alcançou US$ 101 bilhões e serviços globais, US$ 33 bilhões.
