Celso Freitas, um dos nomes mais conhecidos do telejornalismo brasileiro, deixa as telas nesta segunda-feira (26), aos 73 anos.
Depois de mais de cinco décadas de profissão, o jornalista decidiu se aposentar para abrir espaço a novos planos longe da rotina das redações. A informação foi confirmada à revista Quem pela assessoria do apresentador.
Sua despedida acontece no SBT News, onde estava à frente do principal telejornal da emissora. Em uma publicação nas redes sociais, Freitas chamou o público para acompanhar sua última edição do noticiário.
“Olha, hoje, 26 de outubro de 2026, eu convido você a assistir à minha última apresentação no Jornal do SBT News. Já fiz esses convites anteriormente, em várias edições, mas esta é a última, e eu conto com a sua audiência”, declarou.
Em entrevista ao colunista Flávio Ricco, do portal LeoDias, o jornalista explicou que a decisão está relacionada ao desejo de aproveitar outras experiências.
“Quero ter mais tempo para curtir a vida. Lá se vão 56 anos de jornada. Eu sou extremamente grato por participar da estreia do canal. Aliás, inaugurei Globo News, Record News e agora o SBT News. De todos, guardo o tratamento especial de que fui merecedor e pela oportunidade de realizar um trabalho diferenciado do hard news”, afirmou.
O último dia de trabalho inclui duas aparições: a apresentação do jornal às 18h30 e uma participação no SBT News, às 20h30. A emissora também prepara uma transmissão especial para registrar os momentos finais do apresentador nos bastidores, desde sua chegada até os preparativos para entrar no ar.
Trajetória
A história profissional de Celso Freitas começou no rádio, no início dos anos 1970. Em 1973, ele chegou à TV Globo, onde assumiu a apresentação de um segmento regional do Jornal Nacional.
A experiência abriu caminho para sua participação na edição nacional do noticiário, que passou a dividir com Cid Moreira, dupla que marcou uma geração de telespectadores.
Na emissora, também fez parte do Fantástico e esteve envolvido na cobertura de acontecimentos de grande repercussão. Entre eles, a morte de Ayrton Senna, em 1994, e a campanha da Seleção Brasileira que terminou com a conquista da Copa do Mundo daquele ano.
Em 2004, depois de uma longa trajetória na Globo, Freitas mudou de emissora e passou a trabalhar na Record. No canal, apresentou o Domingo Espetacular e ocupou a bancada do Jornal da Record, onde permaneceu até 2025.
O período também foi marcado por coberturas internacionais. O jornalista acompanhou as consequências do furacão Katrina nos Estados Unidos, em 2005, a tragédia provocada pelo tsunami na Indonésia, em 2006, e a eleição de Barack Obama para a Presidência norte-americana, em 2008.
Sua passagem pelo SBT News representou o capítulo mais recente de uma carreira construída entre diferentes gerações da televisão brasileira. Ao assumir o comando do principal noticiário do canal, Freitas voltou a participar do lançamento de um canal de notícias, experiência que já havia vivido na Globo News e na Record News.
Com a aposentadoria, encerra-se uma trajetória de 56 anos diante dos microfones e das câmeras, marcada pela presença em alguns dos telejornais mais importantes do país e pela cobertura de acontecimentos que atravessaram a história recente do Brasil e do mundo.
