Embraer encerra o terceiro trimestre de 2026 com a carteira de pedidos de US$ 35,7 bilhões, alta de 14% em um ano, com crescimento nos quatro segmentos
A Embraer encerrou o terceiro trimestre de 2026 com a carteira de pedidos de US$ 35,7 bilhões, alta de 3% em relação ao recorde registrado no trimestre anterior e de 14% na comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado, divulgado nesta sexta-feira (23), reúne os negócios de aviação comercial, aviação de negócios, defesa e segurança e serviços e suporte.
A carteira de aviação comercial alcançou US$ 15,8 bilhões no período, crescimento de 5% sobre o segundo trimestre e de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Entre julho e setembro, o fabricante contabilizou 36 pedidos firmes e trinta opções ou direitos de compra para aeronaves da família E2. O Grupo Abra firmou contrato para vinte E195-E2, com mais dez opções e quinze direitos de compra. Considerando todas as posições, a encomenda pode chegar a 45 aeronaves.
A Binter adicionou cinco E195-E2 à sua frota e obteve quatro novos direitos de compra. Já a Luxair converteu três direitos de compra de E190-E2 em pedidos firmes e acrescentou outro direito de compra, elevando sua carteira para nove aeronaves.
A ANA Holdings, por sua vez, confirmou oito E190-E2 adicionais, ampliando o acordo anunciado em 2025. Com a operação, a companhia japonesa passou a ter 23 pedidos firmes do modelo.
No acumulado de 2026, a Embraer recebeu 72 pedidos firmes para a família E2. Nos doze meses encerrados no terceiro trimestre, a Aviação Comercial apresentou índice de vendas por receita de 1,2x.
Aviação de negócios
A aviação de negócios terminou o terceiro trimestre com carteira de pedidos de US$ 8,2 bilhões, aumento de 5% sobre o segundo trimestre e de 12% na comparação anual.
O período incluiu a apresentação do Phenom 300EV, evolução do jato leve da Embraer que recebeu certificação tripla do Brasil, dos Estados Unidos e da União Europeia. O modelo incorpora o Garmin Emergency Autoland, sistema destinado a executar automaticamente o pouso em determinadas situações de emergência.
A certificação tornou o Phenom 300EV o primeiro jato leve certificado com essa tecnologia. No segmento de jatos médios, o Praetor 500E também recebeu certificação tripla.
Durante o trimestre, a Embraer entregou o primeiro Praetor 600E à Flexjet. A divisão encerrou o período com índice de vendas por receita de 1,4x nos últimos doze meses.
Defesa e segurança
A carteira de defesa e segurança chegou a US$ 6,1 bilhões no terceiro trimestre. O montante ficou ligeiramente acima do registrado no trimestre anterior e representa crescimento de 56% em um ano.
Entre os principais contratos do período está o acordo para fornecimento de dois KC-390 Millennium à Força Aeroespacial Colombiana (FAC). A encomenda amplia a presença do cargueiro militar brasileiro na América Latina.
A carteira da unidade reúne atualmente 43 pedidos firmes para o KC-390 Millennium e 25 para o A-29 Super Tucano. Nos doze meses encerrados no terceiro trimestre, o índice de vendas por receita da área foi de 2,9x.
Serviços e suporte
A unidade de serviços e suporte registrou carteira de pedidos recorde de US$ 5,6 bilhões, crescimento de 2% em relação ao segundo trimestre de 2026 e de 14% no comparativo anual.
Entre os contratos de longo prazo anunciados no trimestre estão acordos relacionados às frotas de dezenove E190 da Portugália e de quarenta E190 da Alliance Airlines. A Embraer também prorrogou o Programa Pool para nove ERJ 145 da Western Air.
