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Milton Cunha critica passagem de Virginia Fonseca na Grande Rio em entrevista a Blogueirinha

Milton Cunha critica passagem de Virginia Fonseca na Grande Rio em entrevista a Blogueirinha


A participação de celebridades no Carnaval carioca e a relação delas com as comunidades das escolas de samba estiveram no centro das críticas de Milton Cunha durante entrevista ao programa Blogueirinha Entrevista, exibido pelo Multishow nesta segunda-feira (19).


Conhecedor da festa e de seus bastidores, o apresentador e carnavalesco analisou a atuação de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio e defendeu que o posto exige mais do que visibilidade pública.


Para Cunha, a trajetória da influenciadora começou sob questionamentos ainda na apresentação oficial à comunidade da agremiação.


“Os problemas da Virginia começaram na coroação dela na quadra, quando David Brazil pede: ‘samba, Virginia’. E todo mundo fica de boca caída. Ali vimos que não tinha samba no pé”, soltou Cunha.




O carnavalesco também demonstrou frustração com o que considerou uma aproximação insuficiente de Virginia com os integrantes da escola.


Na avaliação dele, a expectativa não se limitava ao aprimoramento dos passos, mas incluía o envolvimento com as pessoas que ela representaria durante o desfile e o entendimento da dinâmica da apresentação na Marquês de Sapucaí.


Ao comparar a influenciadora com Paolla Oliveira, que ocupou o posto de rainha de bateria da Grande Rio em anos anteriores, Cunha ressaltou a importância do vínculo com a agremiação.


Ele mencionou a passagem da atriz pela escola no início da década de 2010 como exemplo de uma relação construída com entusiasmo. Para ele, fama e riqueza não garantem reconhecimento dentro de uma comunidade do samba.


“Qualquer pessoa que chegar na escola de samba tem que chegar na humildade, no sapatinho, por ali ser um território de comunidade”, declarou. A fala sintetiza sua avaliação de que ocupar uma posição de destaque na avenida pressupõe respeito às tradições e às pessoas que mantêm a manifestação cultural.


As críticas também se estenderam à escolha de personalidades sem a preparação que, na visão do carnavalesco, o cargo exige. Cunha atribuiu a responsabilidade pela situação não apenas às figuras convidadas, mas também aos dirigentes que fazem essas escolhas. “A responsabilidade é de quem a convida”, afirmou.


A discussão reacende o debate sobre os critérios para a escolha de rainhas de bateria e os limites entre a projeção midiática e a participação efetiva na cultura das escolas de samba.


Em uma festa sustentada pelo trabalho de comunidades inteiras, a presença de nomes conhecidos pode ampliar a visibilidade do espetáculo, mas, segundo Cunha, não substitui a identificação com a agremiação e o conhecimento de suas tradições.

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