Depois de receber mais de 100 inscrições, a quarta edição da Incubadora Musical de Pernambuco – Acelerando Talentos Pernambucanos anunciou os cinco nomes selecionados para a nova etapa: ABNA, Joka MC, Mininu, Os Visitantes e Riáh.
Vindos de diferentes regiões do estado, os artistas participarão de uma programação entre os dias 14 e 17 de outubro, no Armazém da Criatividade, unidade do Porto Digital em Caruaru.
Com incentivo do Funcultura, a edição deste ano concentra a seleção em trabalhos autorais desenvolvidos na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão.
Durante a imersão, os participantes terão contato com profissionais do mercado, atividades de orientação e momentos de troca sobre os caminhos possíveis para suas carreiras. O processo também inclui a produção e a gravação de uma música de cada selecionado.
Os registros formarão uma coletânea digital, que será disponibilizada nas plataformas de música. A condução da produção musical e o suporte técnico ficarão a cargo de Benke Ferraz, guitarrista e produtor musical integrante da banda Boogarins.
Diferentes caminhos
A proposta da Incubadora é funcionar como um espaço de desenvolvimento para artistas em início ou consolidação de trajetória.
Além da criação musical, o programa busca aproximar os participantes de conhecimentos relacionados à organização profissional, planejamento de carreira e circulação de trabalhos.
Ao voltar o olhar para artistas do interior, a iniciativa também evidencia a variedade de linguagens presentes na produção pernambucana contemporânea.
Entre os cinco selecionados, há trabalhos que passam pela MPB, pop, neo-soul, hip-hop, cultura popular, manguebeat, bregafunk, metal, dreampop e shoegaze, entre outras referências.
Conheça os selecionados
ABNA é cantora e compositora do Agreste e desenvolve um trabalho que aproxima elementos da MPB, do pop e do neo-soul. Sua pesquisa musical incorpora referências do Nordeste e as combina a uma abordagem contemporânea.
Entre seus lançamentos estão o single e videoclipe “Sem pesar” e o EP “Canto de Sol”, que conta com participação de Vitória do Pife e produção de Duda Raupp e João Menezes.
De Surubim, Joka MC atua como rapper, poeta e arte-educador. Ele começou a construir sua trajetória musical em 2019 e passou por projetos escolares, apresentações e batalhas de rima.
Sua produção aborda questões sociais e busca provocar reflexões sobre padrões e tabus. Em 2022, participou do Duelo de MCs Estadual, depois de se destacar no circuito de batalhas.
Mininu, persona artística de Fabricio Ori, surgiu a partir de uma nova fase na trajetória do músico de Garanhuns. Ligado à cena musical da cidade desde 2012, o artista decidiu, em 2024, investir em uma carreira autoral.
Seu projeto reúne referências bastante distintas, passando pela cultura popular, manguebeat, rap, bregafunk e metal. A mistura de gêneros acompanha uma proposta de experimentação e liberdade estética.
Formada em 2025 por músicos ligados à cena independente do Agreste, Os Visitantes surgiu a partir da convivência entre integrantes que tiveram contato com aulas de música no Centro de Produção Cultural do Sesc Garanhuns.
O grupo tem como uma de suas principais referências o dreampop e o shoegaze produzidos no Brasil. Em 2026, lançou o primeiro single e integrou o festival independente “Breu – Capítulo I”, realizado em Cuiabá, onde dividiu a programação com artistas locais e nomes de projeção nacional.
Com mais de duas décadas de atuação musical, Riáh reúne as funções de cantora, compositora, intérprete e produtora cultural. Seu repertório parte de referências nordestinas e busca aproximá-las de uma linguagem contemporânea, definida pela própria artista como pop regional. Forró, MPB e diferentes expressões musicais do Agreste aparecem em sua pesquisa.
Em 2025, lançou “Ser Tão Agreste”, trabalho que aprofunda uma investigação sobre memória, ancestralidade e identidade cultural.
