Acordo com a Raytheon de cinco anos prevê meta de fabricar ao menos 1.900 mísseis por ano
Um contrato de até US$ 20,7 bilhões permitirá ampliar a produção do míssil AIM-120 AMRAAM para as Forças Armadas dos Estados Unidos e países aliados. Concedido à Raytheon, o acordo foi firmado em 25 de setembro, com duração inicial de cinco anos e opções para dois anos adicionais.
O valor representa o teto potencial do contrato, e não um desembolso imediato ou uma compra já integralmente financiada. A execução completa depende de recursos futuros e do exercício das opções previstas.
Segundo a imprensa dos Estados Unidos, o Congresso ainda não financiou a totalidade do acordo. O número de mísseis abrangidos também não foi divulgado.
A contratação dá sequência ao acordo industrial anunciado em fevereiro, que estabeleceu a meta de produzir pelo menos 1.900 AMRAAM por ano. Esse objetivo integra um conjunto de compromissos entre a RTX e o governo americano para ampliar a fabricação de diferentes armamentos, incluindo os mísseis Tomahawk e os interceptadores SM-6.
Segundo o Pentágono, a nova contratação deverá quase duplicar a produção em relação aos níveis anteriores, embora o comunicado não detalhe a base de comparação nem o cronograma de expansão. A iniciativa reúne demandas da Força Aérea, da Marinha e de aliados atendidos pelo programa americano de vendas militares ao exterior, o Foreign Military Sales (FMS).
A expansão ocorre após um aumento já registrado pela fabricante. Em comunicado divulgado em fevereiro, a RTX informou que a produção de AMRAAM quase dobrou em 2025 na comparação com 2024. São, portanto, referências distintas: o crescimento passado relatado pela empresa e a ampliação futura anunciada pelo governo.
Empregado em combates aéreos além do alcance visual, o AMRAAM também é utilizado como interceptor pelo sistema de defesa antiaérea NASAMS. Segundo a RTX, o armamento está em serviço em 44 países e integrado a 14 plataformas. Essa aplicação em aeronaves e em sistemas terrestres amplia sua relevância para os estoques dos Estados Unidos e de seus parceiros.
Para sustentar o aumento de produção, a fabricante afirma investir em instalações, tecnologia, pessoal e fornecedores. A empresa também estuda possibilidades de coprodução internacional, mas o anúncio do contrato não apresenta compromissos específicos nessa frente.
